Arquivo de julho \31\UTC 2011

31
jul
11

Um dos meus jogos favoritos: o do contente!

Ei, pessoas!

Noite! Estava lendo uns posts da minha amiga Beta (mesmo sem conhecê-la pessoalmente ainda, já a sinto assim, não costumo me enganar, tenho pra mim que seremos cada vez mais amigas!), e resolvi escrever sobre isso… #1980feelings, mas sempre atual (ainda bem!)…

Quem de vocês já leu Pollyanna e/ou Pollyanna Moça, de Eleanor Porter, e já praticou ou pratica o JOGO DO CONTENTE? Se não o fazem, deveriam. É um ótimo jeito de se viver, apesar de. Porque só assim é possível seguir adiante.

Em resumo, a filosofia de vida de Pollyanna é pautada no JOGO DO CONTENTE, que significa ter uma atitude otimista, o que aprendeu com seu pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Tudo começou com um incidente num Natal, quando Pollyanna imaginava que ganharia uma linda boneca e ao invés disso recebeu um par de muletas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo para que ela visse somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque “nós não precisamos delas!”.

Claro que num país onde culturalmente ‘a grama do vizinho é sempre mais verde’ e em que existe uma praxe de terceirização de responsabilidades, praticar o jogo do contente exige um grande esforço. Necessário, eu diria. Mas o bom desse jogo é que não necessariamente você depende dos outros para jogar. Apesar de certamente ser bem mais fácil e divertido se jogado conjuntamente…

Agora, tenho pra mim que o JOGO DO CONTENTE é contagiante. Impossível ficar indiferente a ele. É uma espécie de posto de combustível do coração, da alma… Pelo menos o sinto assim. Mas para jogá-lo há que pensar adiante, enxergar além do óbvio, do trivial, do lugar comum.

Escrevo sobre vários assuntos, mas acabo sempre passando pela questão de mergulhar nas situações, nas pessoas, em nós mesmos. Exige fôlego, às vezes nos tira ele (ê, trem bão! Hehehe)… Sei bem o preço: já me custou alguns fundinhos de poço (mas que bom que ele estava lá e que tive apoio, terra firme para voltar à superfície – paradoxal! risos), e também o valor (já me realizei N vezes por conquistas pessoais e de amigos!).

Não sei ser metade, morna… Como disse para um amigo essa semana, de boba o que mais tenho é a cara. Intensidade é meu jeito de ser. Quando sou boa, sou ótima, mas quando sou ruim, sai de baixo, que sou terrível! Crueeeeeeeeeeeeeeel, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito crueeeeeeeeeeeeeel! ;-)

Para terminar para lá de bem a semana e começar uma novinha em folha, uma música que pode muito bem servir como trilha sonora para o post de hoje. Alarido, um projeto que é incrível, de gente inspirada e inspiradora (aproveito pra relançar a campanha #voltaAlarido!)…

Carpe diem! Ótima semana!

Paty.

21
jul
11

De volta à tabuada…

Noite, povo!

Engraçado como as postagens estão calhando de ser vez sim, vez também, à noite… não é?

Confabulando aqui com meus botões e afins, me veio um questionamento à tona: quem sabe detalhando um pouco mais e de repente trocando ideias com vocês, não se torne um pouco mais claro pra mim?

POR QUE AS PESSOAS COLOCAM SEUS 100% (OU PENSAM COLOCÁ-LO!) EM NEGÓCIOS SEM POTENCIAL, SEM FUTURO?

Inevitável fazer uma viagem de volta ao passado, pegar carona no túnel do tempo e me enxergar aprendendo a tabuada no Barão de Macaúbas. Lá descobri, por exemplo, que qualquer número multiplicado por zero, dá… (pasmem!) zero!!!

Matemática básica, galera! Vamos lá! Não adianta colocar seu máximo em algo mínimo ou nulo, que não irá render. Então, por que, numa época de tanta correria, de falta de tempo para o lazer, para ‘nós mesmos’, muitos seguem desperdiçando energia em empregos, carreiras e relacionamentos ‘sem futuro’, destinados ao fracasso?

A resposta é simples, mas de solução relativamente complexa. Conhecimento. Falta dele. As pessoas têm se tornado tão obcecadas por acumular o ‘vil metal’ que realmente têm deixado o ser para escanteio. E quem gosta de futebol deveria concordar comigo que escanteios e bolas paradas podem ser decisivos para a vitória no mundo atual. É ou não é?

Voltemos à questão. Como podemos, sem nos conhecer e aos demais como se deve (?!), evitar cometer recorrentemente o erro de dar o melhor de nós mesmos no que (em quem) não vale a nossa ação, que não vá gerar, minimamente, uma reação igual e contrária, direcionada a nós?

Não podemos! Então a solução é dedicar tempo para nos conhecermos melhor e a(o) que(m) nos é importante (ou possa vir a ser!). Por que devemos nos contentar com saber apenas das embalagens com que nos deparamos? Lógico que podemos nos deparar com valiosíssimos perfumes, em embalagens não tão atraentes, à primeira olhada, e encontrar venenos em ‘potes’ belíssimos. Muitas vezes não haverá surpresa alguma.

Administração é bom senso mesmo, em grande medida, sabem? Tudo que resolvo martelar, inicialmente por questões afetivas, emocionais para trazer a discussão ao blog, pode ser levado para o mundo empresarial, seja pensando em recursos humanos, em elaboração e avaliação de projetos, parcerias… e por aí vai!

Que tal experimentar se conhecer e aos outros um cadim melhor? Ser mais interessado(a)! Preguiça? “Ah, que falta de paciência, Paty”… “Isso não é pra mim não”! Ah, claro que toda mudança exige um tiquim de esforço, porque é ÓBVIO que é mais fácil manter o status quo, ficarmos atrás das trincheiras que construímos ao longo do tempo. Acontece que, para conhecermos (e sermos conhecidos!), temos que nos expor. É um risco? Sim! Mas, grandes riscos trazem embutidas ótimas possibilidades de melhorias / retornos! Mergulhem em si mesmos e poderão compreender melhor em que(m) deverão apostar mais frequentemente suas fichas para compartilhar felicidade… pensem nisso!

Para encerrar esse ‘bate-papo’ de hoje, uma música que gosto e que diz um pouco sobre isso:

Inté a próxima!

Paty.

19
jul
11

Sede de quê? Fome de quê?

Ei, povo! Noite!

Estava conversando com um amigo e me deu vontade de escrever sobre uns desabafos que andei lendo mundo virtual afora. Coincidentemente em grande parte refletem as experiências vividas de um grande número de pessoas do meu círculo de amizades e conhecidos(as)…

Senão, vejamos. A questão dos (des)encontros. De porque as pessoas estão tão (ou quase nada?) exigentes. O tempo. A reflexão. O autoconhecimento. A auto-estima em seus mais variados níveis…

Então me vem à cabeça uma música do Engenheiros que ouvi pela primeira vez no ginásio, num dos meus primeiros dias de Marconi. 1990. Sim, lá se vão longínquos 21 anos. Mas quão atual! “Somos quem podemos ser / sonhos que podemos ter…”. E quem dita isso? Você? O sistema? O governo? Seus pais? Seu tão escasso tempo?…

É, bastante adequada essa música. Traz à tona a questão ter / ser… Às vezes me pego pensando com meus botões se as pessoas não têm colocado como prioridade o carro do ano, o importado, um apê descolado, viagens internacionais e não sobram ‘fichas’ para colocarem nos seus relacionamentos. Bom, aproveito para um desabafo pessoal. Numa cidade em que a lei da oferta e da demanda é extremamente favorável aos homens, as ‘predadoras’ (ou mais fáceis, na visão de alguns), costumam ter mais sucesso pelo menos na quantidade de homens caçados… E uma caminhada definitivamente não começa sem o primeiro passo. Então…

Bom, sei que irei polemizar agora, mas homens, de um modo geral, são facilmente manipuláveis. A negação é o primeiro indício, amigos. Tenho amigos e amigas muito diferentes entre eles, mas tô pra dizer que muitas ‘periguetes’ estão se casando, enquanto mulheres sensacionais ainda não encontraram seus companheiros. Nem me incluo nesse balaio, para que não generalizem que devem ser todas umas feiosas, chatas, aborrecidas… hahaha

Falando sério agora, gente! O que vocês homens estão querendo? Bonequinhas de louça, bibelôs? Uma sombra sobre quem possam se destacar? Ou uma mulher de verdade, para compartilhar suas conquistas e vocês as dela?

Eu ‘se’ divirto, como diria o povo do futebol. Cansei de ouvir (MUITOS!) amigos reclamarem de molecas que coincidentemente vão ao banheiro na hora de vir a conta, que nem menção fazem de dividi-la… Tá, alguns podem até fazer questão por ‘cavalheirismo’ ou ‘machismo’, mas por que essa visão tão de curto prazo?

Sobre o que vocês vão conversar daqui a 20, 30 anos? A embalagem definitivamente não será mais a mesma, a despeito de toda tecnologia estética. Ah, para onde irá a beleza dos sorrisos, seja dos lábios ou do olhar? É, será, pelo menos aparentemente, um mundo mais triste, mais sisudo… Estou falando de conteúdo, de compartilhar valores, interesses, da maior parte do ‘iceberg’… ou do vulcão! Uh-la-lá! (risos!)

Bom, espero que alguns tenham chegado até aqui, tido tempo para isso. Que pelo menos uma ‘centelha’ surja para alguns pensarem… É de partir o coração ver amigos se contentando com BEM menos do que merecem… Só encontraremos o que realmente vale a pena se soubermos o que nos é / será caro. Façam esse exercício mental / emocional. Se precisarem, meus ombros, olhos e ouvidos estão aqui!

Como amo demais a área de marketing, resolvi buscar um slogan das antigas, da Sprite, que traduz de um jeito leve o que trouxe para a reflexão de hoje: IMAGEM NÃO É NADA. SEDE É TUDO. A sua sede e a sua fome são de quê? Fast foods ou banquetes? A escolha é sempre sua, as consequências também! ;-)

Nada como encerrar um post com mais uma ótima música. A vida é muito melhor sonorizada, mesmo que por vezes pelo silêncio de um olhar, que grita!

Beijos,

Paty.

18
jul
11

Sobre o (seu) tempo…

Ei, pessoas! Noite!

Resolvi escrever hoje em grande medida inspirada pela nova crônica digital da Fernanda Mello, Encontros e Desencontros. Gosto muito da Fê, sabe? Devo admitir que já senti, nos ‘primórdios’, raiva dela por namorar o Flausino. Quanta bobeira, minha gente! Coisas de adolescentes (risos!). Bom, página viradíssima, hoje nutro uma grande admiração por ela, que sabe traduzir tão bem o que vai principalmente pelos corações e pelas mentes da mulherada. E olha que não é pouca coisa não!

A crônica digital, para quem por um acaso não a tenha assistido ainda:

Sabem? A Fê faz alguns questionamentos e colocações bastante pertinentes dessa feita (como sempre, por sinal!). Uma delas diz respeito a encontrarmos, efetivamente, o que procuramos. Isso nos remete ao antiquíssimo (porém atualíssimo!) ditado “quem procura, acha”. A partir daí nos deparamos com uma certa lógica subjacente aos encontros que por vezes são desencontros. Senão vejamos: cada vez que procuramos por procurar, para passar o tempo (por mais paradoxal que isso possa parecer, uma vez que o tempo livre nos é cada vez mais caro, não é mesmo?!), o que achamos (ou perdemos!)? Definitivamente, TEMPO!

Tempo é uma bela questão, não acham? Quantas vezes já não ouvimos um “ah, isso é perda de tempo”… Muitas vezes não era… Tantas outras vezes não somos avisados ou não percebemos nós mesmos o desperdício de tempo e energia.

A Fernanda colocou um lado da questão, o porquê estamos cada vez mais exigentes… Seria cômico se não fosse trágico isso, concordam? Essa exigência, via de regra, dá-se em relação ao outro. Há uma condescendência exagerada em relação a nós mesmos, de um modo geral. Vindo do outro é errado, absurdo, inaceitável! Quando é conosco, “ops, acontece” e bola pra frente!

Uai, mas espera aí! Voltemos ao tempo. Voltar? Nem é preciso! Ele está sempre aqui, segue correndo, independente de nós. Ele não irá fugir, por mais que muitas vezes pareça assim… Agora, podemos e devemos ditar o nosso ritmo e nos prepararmos para encará-lo com qualidade. Mas essa preparação leva tempo e “você” não o tem, não é mesmo?

Liberte-se do relógio enquanto seu senhor. Apodere-se do que é seu. Que ele seja útil como pano de fundo para as histórias que você terá para contar a seus filhos, netos… Dê valor ao que realmente importa: (conv)viver, em toda a plenitude que essa(s) palavra(s) pode(m) ter. Seja feliz, a cada passo, ação, momento, decisão. O que vale é o conteúdo, a forma ajuda! Uma embalagem incrível pode até vender uma vez, mas não fideliza o cliente… A caminhada para construir o(s) castelo(s) há que ser incrível, todo o tempo, porque o quão duradoura ela será? Não sabemos. Mas seja um “caminho de San Tiago de Compostela” ou um simples atalho, há que se aproveitar em toda sua trajetória e intensidade.

Carpe diem, que como sabiamente diria o “Teatro Mágico”, os opostos se distraem e os dispostos se atraem!

Aproveito para deixar um vídeo de uma música que gosto muito, que tem a ver com o ‘tema’ de hoje (e sempre!), do Pato Fu!

Inté a próxima,

Paty.

15
jul
11

O meu jeito Pollyanna de ser…

Sabe quando seu coração de repente dispara de ansiedade, mas você não sabe de quê? Aqueles dias em que você acorda com esperança de que as pessoas e o mundo sejam cada vez melhores (a Pollyanna!!!)? Eu sei! Esse é meu estado em condições normais de temperatura e pressão, porque, ah, existe um trem chamado TPM… o grau é moderadíssimo, mas ainda assim, há! hehehe Alguns me veem como ingênua, frágil, um tanto boba, diriam… Mas até eu (risos!) sei que não há como (con)viver e sobreviver, em última instância, no mundo real sem cotidianamente adquirir anticorpos, defesas naturais à maldade, seja ela ‘gratuita’ ou remunerada…

Sempre gostei muito de ler, influência da minha mãe e melhor amiga, dona Análpia. Quando chegavam as férias, era o tempo de descansar do carregar das pedras que o sistema educacional e os professores escolhiam, para então buscar as pedras do meu gosto para a decoração, e eu diria além, para reforçar as bases do meu castelo.

Acredito que essas asas que minha imaginação desenvolveu ao longo da infância e da juventude ampliaram consideravelmente meus horizontes. Não dou um passo apenas por dar e pronto, costumo visualizar o impacto dele, para onde poderá me levar, coisas de uma visão um tanto quanto sistêmica, espacial. No popular, coisa de gente doida! Tá, eu sou! Mas quem não é, né? Em diferentes modos e graus, todos temos nossas peculiaridades e esquisitices.

O mais legal dessa caminhada é aprender com os tropeços e a respeitar a nós mesmos, até (e principalmente!) os nossos defeitos essenciais, minimizando-os tanto quanto possível, e aos dos demais, porque para bem viver, há que (con)viver. Ninguém é uma ilha, apesar de muitos se julgarem capazes de sê-la!

Ótimo fim de semana! Carpe diem!

Paty.

PS: Por falar em convivência, mudanças, segue um vídeo com umas imagens BEM amadoras feitas no apê novo e o convite para me ajudarem a surpreender mamãe e papai com umas coisinhas para o novo lar. Em agosto devemos ter umas ‘butecadas’ e afins de casa nova! ;-)

Algumas das listas de lembrancinhas / presentes (ah, é surpresa, eu que tô inventando moda pros ‘veim’! risos) para os amigos que quiserem contribuir para melhor os recebermos (risos!):

http://www.camicado.com.br/weddinglistProducts.aspx?id=60032277

http://www.tokstok.com.br/app?service=page&page=LicVer&idLic=151777

http://www.shoptime.com.br/lista-de-casamento/pages/BridalRegistryHomePage/bridalRegistryId/01-01-71816/

http://www.solarpresentes.com/loja/ListaCasamento/ListarProdutos.aspx?lc=9120

http://tbox.com.br/Loja/ListaCasamento/ListarProdutos.aspx?lc=4070

http://www.pontofrio.com.br/Site/ListaGerenciadaLandingPage.aspx?idListaCompra=151257

13
jul
11

Rock’n'roll: ser ou ser, eis a questão!

Tenho uns gostos estranhos, admito. Em relação a homens também… Não vou colocar fotos de ex meus aqui, porque além de não vir ao caso, cada porta foi devidamente fechada e suas chaves jogadas fora (guardar tralhas não rola, né?! risos).

Não consigo encontrar um ponto comum entre eles. Todos MUITO diferentes. Talvez uma intensidade no olhar, um jeito autêntico de ser, sem muita frescura. É, todos muito “homenzinhos”.

Pensando aqui com meus botões, não sou capaz de responder de bate-pronto à tradicional “qual o seu tipo?”. Não em termos físicos. Definitivamente não. Mas todos eles compartilham um gosto musical, digamos assim, apurado! Gostam (ou gostavam, vai saber!) do bom e velho (ou nunca velho!) rock’n’roll, principalmente.

Não que o estilo de música preferido defina a personalidade de uma pessoa, mas devo admitir: agrada-me demais da conta seres que gostem da autenticidade e da intensidade do rock.

Talvez alguns de meus amigos que estejam sapeando por aqui pensem: “putz, a Paty é amiga / fã do Odilara (eu mereço! hahahaha), curte Engenheiros, Jota Quest, MPB”… Tá, também, sou bastante eclética, fato! Escuto de tudo um pouco até para poder criticar ou elogiar com (in)certa razão…

Boa música para mim há que harmonizar com o momento, é pulsação, ritmo, tem que mexer com os sentimentos. Assim como os bons homens e as ótimas relações. É ou não é?

As pessoas costumam ser extremistas. Entrincheiram-se. Elegem bandeiras e se agarram a elas como verdades únicas e absolutas. Ou se é 8, ou 80 ou o negócio é o equilíbrio, o morno. Danço conforme a música, mas tenho minhas preferências e as exerço!

Hoje se comemora o dia mundial do rock, a despeito de sê-lo todos os dias para mim e para muitos que conheço: não apenas musicalmente, mas em termos de atitudes, de um jeito de ser. Viva o rock’n’roll! Viva a atitude e a alegria de ser quem se é, na lata, nu e cru, sem máscaras! ;-)

Não há como encerrar esse post de hoje sem ser com um CLÁSSICO. Seria difícil escolher UM (milheiro) de vídeos de rock, mas essa versão acabou de ‘aparecer’ para mim. Divirtam-se! Rock’n’roll: ser ou ser, eis a questão! =)

Inté a próxima, pessoas!

Paty.

PS: Feliz (todo) dia mundial do rock!!! \m/

08
jul
11

A genialidade de Mário Quintana nos meus péssimos rabiscos

Noite, pessoal!

Resolvi resgatar umas ilustrações que fiz de brincadeira de um poema de Quintana, anos atrás… Podem rir à vontade! O post vale pelo poema, claro! hehehe =)

O auto-retrato

Mário Quintana

 

No retrato que me faço

- traço a traço –

Às vezes me pinto nuvem,

Às vezes me pinto árvore…

Às vezes me pinto coisas

De que nem há mais lembrança…

Ou coisas que não existem

Mas que um dia existirão…

E desta lida, em que busco

- pouco a pouco –

Minha eterna semelhança,

No final, que restará?

Um desenho de criança…

Corrigido por um louco!

Ótimo fim de semana, pessoas! Carpe diem! ;-)

Paty.

06
jul
11

Cartas para Julieta

Oi, povo!

Noite!

Hoje assisti a um filme levinho: Cartas para Julieta. Bom, para falar a verdade, muitos chamariam de romance água com açúcar. Se interpretarmos água como um elemento essencial à vida, assim como o amor, em suas diversas esferas, diria que se foi adoçado, o foi na medida. Medida? (des)medida, variável medida…

Para não contar a história, mesmo porque estreia esse fim de semana no Telecine Premium e recomendo que vejam, vou aproveitar algumas reflexões e emoções que ele me despertou. Ah, belíssima trilha sonora, a propósito! ;-)

Para começo de prosa, busquemos Shakespeare, já que o filme utiliza Romeu e Julieta como pano de fundo para contar a(s) estória(s) que acontecem. Essa questão do tempo. Desde sempre ouvimos por aí, ainda mais em se tratando de uma sociedade capitalista cada vez mais selvagem, que ele é dinheiro. Reducionista demais. Há tempo para ser traduzido em dinheiro, o usual de 8:00 às 18:00, que geralmente tem umas traduções bem tabajaras e há tempo para simplesmente ser vivido. Intensamente.

Isso me remete ao não menos genial Fernando Pessoa (tô bem acompanhada demais da conta, hein?! risos), que diz que “felicidade não se adia”.  Então, por que as pessoas se contentam tanto com o fast food, ao invés de se deliciarem com todos os aromas e sabores dos banquetes? O tempo. A suposta falta dele. Aí, quando se percebe, já se passaram 6 meses, 1 ano, 5, uma década, duas, meio século!

Voltando a esse trecho ilustrado de Shakepeare, isso me remete a uma outra triste faceta desse nosso tempo. Grande parte das pessoas está tão (pre)ocupada na construção do TER que não valoriza nem cultiva o SER. Nem o seu nem o dos demais. Tem estado cada vez mais raro ‘esbarrar’ em pessoas que possuem e praticam ótimos valores. Se existissem oftalmologistas de almas, certamente teriam muitos clientes potenciais. Mas provavelmente não iriam querer “gastar” para olhar além dos seus próprios umbigos, ir além das suas pontas do iceberg e dos outros.

Não sei se já pararam para pensar sobre isso, mas olhamos os demais a partir de nossas experiências, valores, referências. Sabem o tal do preconceito? E aquele difícil e pouco praticado exercício de se colocar no lugar do próximo? Acredito eu que quanto mais tempo investimos em auto-conhecimento, tanto melhor torna-se nosso poder de observação (e menos parcial!) e os relacionamentos que desenvolvemos vida afora.

Putz, acho que falei, falei, falei e só divaguei (risos)! Espero que consigam aproveitar algo, já que o tempo costuma nos ser tão caro… ou não! ;-)

Ah, o trailer do filme, a quem interessar possa:

Carpe diem!

Paty.

05
jul
11

Juninha no universo das xepas

Todo mundo já deve ter lido ou pelo menos assistido ao filme Alice no país das Maravilhas, não é mesmo? Essa história é sobre Juninha no universo das xepas. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência… ou não! (risos)

Júnia decidiu que era tempo de mudar. Sim, decidiu! Mudança não é um acontecimento qualquer… Não o mudar substancial. Preparou um anestésico ‘psicológico’ pois, definitivamente, sabia que doeria. Sair de um status quo, da inércia, de uma zona de conforto, dói. Muito.

Ela sempre foi do tipo amiga, romântica, daquelas que se pudesse (ainda) mandaria flores… tá, não é mesmo o caso (risos!). Percebe que esse perfil não tem tido lugar no mercado de relacionamentos moderno. Juninha pensa em suas tias solteironas por convicção. Não é isso que quer para sua vida. Sem chance!

Ah, o mercado. Carnes e frutas aos borbotões, toda hora é hora da xepa. A quantidade impressiona. Mas, e a qualidade? Muitos não querem nem saber… O negócio tem sido estar mastigando. Fome não passa nem perto. Lei da oferta e da demanda. Do que estamos falando mesmo? A cabeça gira. O coração titubeia. Não é nada fácil. Cadê o chão?

Voltemos à xepa. Estão ali, à mão. Todo mundo apalpou, apertou, não quis levar para casa.  ”Mas, puxa! Tão baratinho, praticamente pagando para levar, tão facinho, sacia a fome…”. Fome. De quê? Ah, Titãs, música, alimento para a alma. Esse é outro assunto. É o de Júnia. Mas o mercado é o da carne, essencialmente.

Reflexões… várias! A mudança é imperativa, menina. Para anteontem. “O tempo voa”, blablablá. Mas ela é turrona, não quer abrir mão de seus valores, sua essência, suas fibras, seu sumo. Morena tropicana. Quem quer o seu sabor? Ela não sabe e nem quer entrar num processo de deterioração. O que fazer? Qual caminho seguir?

Segue pensando com seus botões. O pijama. A cama. Quer se livrar do pijama. Da cama não (risos!). Quem sabe o negócio não é parecer xepa e ir se revelando uma fruta do galho mais alto aos poucos? Não tem a resposta. Não mesmo! Mas uma certeza tem: em tempos de tudo à mão, a tempo e a hora, há que arremeter-se momentaneamente ao solo para ser colhida por alguém que ela, espera, não use dentadura (hahaha!). Ah, essa Juju!

Agora, na prática, como Juninha colocará essa e outras mudanças para acontecerem, é assunto para outras histórias!

‘Inté’ a próxima,

Paty.




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.