Ei, povo! Noite!
Estava conversando com um amigo e me deu vontade de escrever sobre uns desabafos que andei lendo mundo virtual afora. Coincidentemente em grande parte refletem as experiências vividas de um grande número de pessoas do meu círculo de amizades e conhecidos(as)…
Senão, vejamos. A questão dos (des)encontros. De porque as pessoas estão tão (ou quase nada?) exigentes. O tempo. A reflexão. O autoconhecimento. A auto-estima em seus mais variados níveis…
Então me vem à cabeça uma música do Engenheiros que ouvi pela primeira vez no ginásio, num dos meus primeiros dias de Marconi. 1990. Sim, lá se vão longínquos 21 anos. Mas quão atual! “Somos quem podemos ser / sonhos que podemos ter…”. E quem dita isso? Você? O sistema? O governo? Seus pais? Seu tão escasso tempo?…
É, bastante adequada essa música. Traz à tona a questão ter / ser… Às vezes me pego pensando com meus botões se as pessoas não têm colocado como prioridade o carro do ano, o importado, um apê descolado, viagens internacionais e não sobram ‘fichas’ para colocarem nos seus relacionamentos. Bom, aproveito para um desabafo pessoal. Numa cidade em que a lei da oferta e da demanda é extremamente favorável aos homens, as ‘predadoras’ (ou mais fáceis, na visão de alguns), costumam ter mais sucesso pelo menos na quantidade de homens caçados… E uma caminhada definitivamente não começa sem o primeiro passo. Então…
Bom, sei que irei polemizar agora, mas homens, de um modo geral, são facilmente manipuláveis. A negação é o primeiro indício, amigos. Tenho amigos e amigas muito diferentes entre eles, mas tô pra dizer que muitas ‘periguetes’ estão se casando, enquanto mulheres sensacionais ainda não encontraram seus companheiros. Nem me incluo nesse balaio, para que não generalizem que devem ser todas umas feiosas, chatas, aborrecidas… hahaha
Falando sério agora, gente! O que vocês homens estão querendo? Bonequinhas de louça, bibelôs? Uma sombra sobre quem possam se destacar? Ou uma mulher de verdade, para compartilhar suas conquistas e vocês as dela?
Eu ‘se’ divirto, como diria o povo do futebol. Cansei de ouvir (MUITOS!) amigos reclamarem de molecas que coincidentemente vão ao banheiro na hora de vir a conta, que nem menção fazem de dividi-la… Tá, alguns podem até fazer questão por ‘cavalheirismo’ ou ‘machismo’, mas por que essa visão tão de curto prazo?
Sobre o que vocês vão conversar daqui a 20, 30 anos? A embalagem definitivamente não será mais a mesma, a despeito de toda tecnologia estética. Ah, para onde irá a beleza dos sorrisos, seja dos lábios ou do olhar? É, será, pelo menos aparentemente, um mundo mais triste, mais sisudo… Estou falando de conteúdo, de compartilhar valores, interesses, da maior parte do ‘iceberg’… ou do vulcão! Uh-la-lá! (risos!)
Bom, espero que alguns tenham chegado até aqui, tido tempo para isso. Que pelo menos uma ‘centelha’ surja para alguns pensarem… É de partir o coração ver amigos se contentando com BEM menos do que merecem… Só encontraremos o que realmente vale a pena se soubermos o que nos é / será caro. Façam esse exercício mental / emocional. Se precisarem, meus ombros, olhos e ouvidos estão aqui!
Como amo demais a área de marketing, resolvi buscar um slogan das antigas, da Sprite, que traduz de um jeito leve o que trouxe para a reflexão de hoje: IMAGEM NÃO É NADA. SEDE É TUDO. A sua sede e a sua fome são de quê? Fast foods ou banquetes? A escolha é sempre sua, as consequências também!
Nada como encerrar um post com mais uma ótima música. A vida é muito melhor sonorizada, mesmo que por vezes pelo silêncio de um olhar, que grita!
Beijos,
Paty.