Arquivo para a categoria 'Devaneios'

29
set
11

Acasos e há casos

Toc toc toc? Ainda tem alguém por aí? Putz, tô muito em dívida caso alguém ainda tenha tido paciência e perseverança suficientes para descobrir que voltei! ;-)

Hoje pensei bastante (tá, no pouco tempo livre – ou algo assim! rs) nas voltas que o mundo dá e no sentido de uns “trens” que vira e mexe acontecem conosco.

Sabe aquela história de “O segredo”, “Lei da atração”? Bom, confesso que ouvi falar e até tenho os livros, mas só comecei “O segredo”. Pra mim soa como autoajuda, não consigo digerir muito bem.

Bom, pode ser culpa do filtro também. Não o de água ou de café, né? Dã (risos)! Acabamos ‘botando mais reparo’, como diria minha avó, dona Judith, conforme o filtro esteja ou não ativado. Numa era de superexposição a toneladas / gigas / teras de informações diárias, é o jeito!

Acredito de coração que nada que acontece em nossa vida seja por acaso, desconectado. Que fique claro que com isso não estou hasteando bandeira pró determinismo, de que o destino seja previamente estabelecido e pronto! Vem à mente um pensamento, se não me engano de Shakespeare, que diz que “o destino embaralha e dá as cartas, mas somos nós quem jogamos”.

E a verdade é que jogar se aprende jogando, errando, perdendo, empatando (tem uns empates ‘bãos’, gente! rs). Há que viver. E ter com quem jogar. Solitário às vezes salva, mas via de regra, é pra matar o tempo, que anda tão raro!

Só sei que por hora estou refletindo sobre uma volta de quem talvez nunca tenha ido, porque jamais deixou meus pensamentos e meu coração, mesmo que as lembranças pudessem vir esporadicamente.

Bom, e se há um negócio bem verdadeiro, apesar de super ‘clichê’, é que “as pessoas até podem entrar em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem”. Faça sua parte, siga seu coração, ouça um ‘cadim’ seus neurônios também (Sabe o lance do anjinho e do diabinho ‘conselheiros’? Pois é…)… Equilíbrio! ;-)

Como essa volta não poderia passar sem música, escolhi uma dos anos 1980, que era ‘visita’ frequente na radiola (putz! rs) lá em casa.

Carpe diem!

Paty.

21
jul
11

De volta à tabuada…

Noite, povo!

Engraçado como as postagens estão calhando de ser vez sim, vez também, à noite… não é?

Confabulando aqui com meus botões e afins, me veio um questionamento à tona: quem sabe detalhando um pouco mais e de repente trocando ideias com vocês, não se torne um pouco mais claro pra mim?

POR QUE AS PESSOAS COLOCAM SEUS 100% (OU PENSAM COLOCÁ-LO!) EM NEGÓCIOS SEM POTENCIAL, SEM FUTURO?

Inevitável fazer uma viagem de volta ao passado, pegar carona no túnel do tempo e me enxergar aprendendo a tabuada no Barão de Macaúbas. Lá descobri, por exemplo, que qualquer número multiplicado por zero, dá… (pasmem!) zero!!!

Matemática básica, galera! Vamos lá! Não adianta colocar seu máximo em algo mínimo ou nulo, que não irá render. Então, por que, numa época de tanta correria, de falta de tempo para o lazer, para ‘nós mesmos’, muitos seguem desperdiçando energia em empregos, carreiras e relacionamentos ‘sem futuro’, destinados ao fracasso?

A resposta é simples, mas de solução relativamente complexa. Conhecimento. Falta dele. As pessoas têm se tornado tão obcecadas por acumular o ‘vil metal’ que realmente têm deixado o ser para escanteio. E quem gosta de futebol deveria concordar comigo que escanteios e bolas paradas podem ser decisivos para a vitória no mundo atual. É ou não é?

Voltemos à questão. Como podemos, sem nos conhecer e aos demais como se deve (?!), evitar cometer recorrentemente o erro de dar o melhor de nós mesmos no que (em quem) não vale a nossa ação, que não vá gerar, minimamente, uma reação igual e contrária, direcionada a nós?

Não podemos! Então a solução é dedicar tempo para nos conhecermos melhor e a(o) que(m) nos é importante (ou possa vir a ser!). Por que devemos nos contentar com saber apenas das embalagens com que nos deparamos? Lógico que podemos nos deparar com valiosíssimos perfumes, em embalagens não tão atraentes, à primeira olhada, e encontrar venenos em ‘potes’ belíssimos. Muitas vezes não haverá surpresa alguma.

Administração é bom senso mesmo, em grande medida, sabem? Tudo que resolvo martelar, inicialmente por questões afetivas, emocionais para trazer a discussão ao blog, pode ser levado para o mundo empresarial, seja pensando em recursos humanos, em elaboração e avaliação de projetos, parcerias… e por aí vai!

Que tal experimentar se conhecer e aos outros um cadim melhor? Ser mais interessado(a)! Preguiça? “Ah, que falta de paciência, Paty”… “Isso não é pra mim não”! Ah, claro que toda mudança exige um tiquim de esforço, porque é ÓBVIO que é mais fácil manter o status quo, ficarmos atrás das trincheiras que construímos ao longo do tempo. Acontece que, para conhecermos (e sermos conhecidos!), temos que nos expor. É um risco? Sim! Mas, grandes riscos trazem embutidas ótimas possibilidades de melhorias / retornos! Mergulhem em si mesmos e poderão compreender melhor em que(m) deverão apostar mais frequentemente suas fichas para compartilhar felicidade… pensem nisso!

Para encerrar esse ‘bate-papo’ de hoje, uma música que gosto e que diz um pouco sobre isso:

Inté a próxima!

Paty.

06
jul
11

Cartas para Julieta

Oi, povo!

Noite!

Hoje assisti a um filme levinho: Cartas para Julieta. Bom, para falar a verdade, muitos chamariam de romance água com açúcar. Se interpretarmos água como um elemento essencial à vida, assim como o amor, em suas diversas esferas, diria que se foi adoçado, o foi na medida. Medida? (des)medida, variável medida…

Para não contar a história, mesmo porque estreia esse fim de semana no Telecine Premium e recomendo que vejam, vou aproveitar algumas reflexões e emoções que ele me despertou. Ah, belíssima trilha sonora, a propósito! ;-)

Para começo de prosa, busquemos Shakespeare, já que o filme utiliza Romeu e Julieta como pano de fundo para contar a(s) estória(s) que acontecem. Essa questão do tempo. Desde sempre ouvimos por aí, ainda mais em se tratando de uma sociedade capitalista cada vez mais selvagem, que ele é dinheiro. Reducionista demais. Há tempo para ser traduzido em dinheiro, o usual de 8:00 às 18:00, que geralmente tem umas traduções bem tabajaras e há tempo para simplesmente ser vivido. Intensamente.

Isso me remete ao não menos genial Fernando Pessoa (tô bem acompanhada demais da conta, hein?! risos), que diz que “felicidade não se adia”.  Então, por que as pessoas se contentam tanto com o fast food, ao invés de se deliciarem com todos os aromas e sabores dos banquetes? O tempo. A suposta falta dele. Aí, quando se percebe, já se passaram 6 meses, 1 ano, 5, uma década, duas, meio século!

Voltando a esse trecho ilustrado de Shakepeare, isso me remete a uma outra triste faceta desse nosso tempo. Grande parte das pessoas está tão (pre)ocupada na construção do TER que não valoriza nem cultiva o SER. Nem o seu nem o dos demais. Tem estado cada vez mais raro ‘esbarrar’ em pessoas que possuem e praticam ótimos valores. Se existissem oftalmologistas de almas, certamente teriam muitos clientes potenciais. Mas provavelmente não iriam querer “gastar” para olhar além dos seus próprios umbigos, ir além das suas pontas do iceberg e dos outros.

Não sei se já pararam para pensar sobre isso, mas olhamos os demais a partir de nossas experiências, valores, referências. Sabem o tal do preconceito? E aquele difícil e pouco praticado exercício de se colocar no lugar do próximo? Acredito eu que quanto mais tempo investimos em auto-conhecimento, tanto melhor torna-se nosso poder de observação (e menos parcial!) e os relacionamentos que desenvolvemos vida afora.

Putz, acho que falei, falei, falei e só divaguei (risos)! Espero que consigam aproveitar algo, já que o tempo costuma nos ser tão caro… ou não! ;-)

Ah, o trailer do filme, a quem interessar possa:

Carpe diem!

Paty.

05
jul
11

Juninha no universo das xepas

Todo mundo já deve ter lido ou pelo menos assistido ao filme Alice no país das Maravilhas, não é mesmo? Essa história é sobre Juninha no universo das xepas. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência… ou não! (risos)

Júnia decidiu que era tempo de mudar. Sim, decidiu! Mudança não é um acontecimento qualquer… Não o mudar substancial. Preparou um anestésico ‘psicológico’ pois, definitivamente, sabia que doeria. Sair de um status quo, da inércia, de uma zona de conforto, dói. Muito.

Ela sempre foi do tipo amiga, romântica, daquelas que se pudesse (ainda) mandaria flores… tá, não é mesmo o caso (risos!). Percebe que esse perfil não tem tido lugar no mercado de relacionamentos moderno. Juninha pensa em suas tias solteironas por convicção. Não é isso que quer para sua vida. Sem chance!

Ah, o mercado. Carnes e frutas aos borbotões, toda hora é hora da xepa. A quantidade impressiona. Mas, e a qualidade? Muitos não querem nem saber… O negócio tem sido estar mastigando. Fome não passa nem perto. Lei da oferta e da demanda. Do que estamos falando mesmo? A cabeça gira. O coração titubeia. Não é nada fácil. Cadê o chão?

Voltemos à xepa. Estão ali, à mão. Todo mundo apalpou, apertou, não quis levar para casa.  ”Mas, puxa! Tão baratinho, praticamente pagando para levar, tão facinho, sacia a fome…”. Fome. De quê? Ah, Titãs, música, alimento para a alma. Esse é outro assunto. É o de Júnia. Mas o mercado é o da carne, essencialmente.

Reflexões… várias! A mudança é imperativa, menina. Para anteontem. “O tempo voa”, blablablá. Mas ela é turrona, não quer abrir mão de seus valores, sua essência, suas fibras, seu sumo. Morena tropicana. Quem quer o seu sabor? Ela não sabe e nem quer entrar num processo de deterioração. O que fazer? Qual caminho seguir?

Segue pensando com seus botões. O pijama. A cama. Quer se livrar do pijama. Da cama não (risos!). Quem sabe o negócio não é parecer xepa e ir se revelando uma fruta do galho mais alto aos poucos? Não tem a resposta. Não mesmo! Mas uma certeza tem: em tempos de tudo à mão, a tempo e a hora, há que arremeter-se momentaneamente ao solo para ser colhida por alguém que ela, espera, não use dentadura (hahaha!). Ah, essa Juju!

Agora, na prática, como Juninha colocará essa e outras mudanças para acontecerem, é assunto para outras histórias!

‘Inté’ a próxima,

Paty.




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