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11
out
11

Clapton nosso que estais no céu…

Ei, pessoas!

Dia!

Prometi escrever sobre a experiência (sonho!) realizado no Rio de Janeiro nesse último domingo. Confesso que ontem não tive forças para sair da anestesia que foi o furacão Eric Clapton na minha vida. Fui nocauteada. E foi incrível!!!

Foi daqueles momentos que transbordam sentir, o ar faltou incontáveis vezes, o nó na garganta veio antes do show e ainda não se foi, lágrimas vieram aos borbotões! Eu olhava para o palco e ficava a ouvir Deus como que realmente em oração, com as mãos postadas. Um momento histórico para quem curte rock’n’roll. Clapton é um dos maiores guitarristas de todos os tempos, indubitavelmente. Como ele maltrata bem a menina!

Cheguei a pensar num Pai nosso adaptado para ele. Sério, parece impossível, mas foi um turbilhão tão avassalador de sentimentos e ideias… nossa, ÚNICO! Era algo como “Clapton nosso que estais no céu, santificada seja sua guitarra, venha a nós os seus acordes…” Depois posso até tentar lembrar algo mais, mas sigo em transe! PQP! O negócio foi do outro mundo!

Confesso que sou mais fã da parte pauleira, na guitarra, com Eric mandando ver, mas não foi menos rock’n’roll a parte unplugged do show. E pudemos ter dois em um. Esse cara me fez ter vergonha de ter um violão encostado, enquanto fez miséria com ele. Mas Deus é Deus… Putz!

E o que foi Cocaine ali, ao vivo e em sonoros acordes? Êxtase puro!

Senti falta de afeto direcionado à platéia, porque, bem, quem gosta de Clapton sabe que o “denkiou” pós música já é praticamente parte de cada letra… Mas sabe o que é cada acorde de guitarra, cada sílaba naquela voz e timbre únicos fazerem você se transportar para um universo paralelo? Por instantes realmente me senti no paraíso, e se faltou a música Tears in Heaven, na prática elas rolaram. Ô!

Claro que senti falta dessa e de muitas outras músicas, principalmente Change the World, mas seria necessário pelo menos um dia direto de show e, vamos combinar, ele já é um senhor de seus 66 anos, apesar de na prática não parecer mesmo! Ah, o rock’n’roll é a fórmula da juventude, FATO!

Ficou aquele gostim de quero muito mais, ainda bem que vivo à base de rock e estou sempre perto de Clapton e outras entidades. Só posso agradecer muito aos deuses que fizeram real esse momento para mim e aguardar para que venham os próximos shows. Certamente um divisor de águas.

Ah, não posso deixar de comentar sobre o sensacional Gary Clark Jr. e sua banda, que abriram o show desse monstro do rock. O mundo ainda ouvirá falar muito desse menino (27 anos!), que toca uma barbaridade! Pra quem nunca ouviu falar dele:

Certamente esse ensaio de tentar traduzir em algumas palavras o que vivi na HSBC Arena nesse último domingo, durante o culto ao bom e velho rock’n’roll, com o Deus das guitarras, Eric Clapton, não traduz um milionésimo do sentimento. Foi bom ‘pracaralho’, pra dividir com vocês e quem sabe um dia com filhos, netos… Fica uma mistura de aura de sonho, gratidão, honra, incredulidade, um mexidão de sentimentos que fazem bem demais da conta, um banquete pra alma! Essa vida é pra ser pra lá de bem vivida. “Vamo que vamo, que o show não pode (e não vai!) parar!”.

O único vídeo completo que fiz do show, mesmo assim com direito a ‘estragá-lo’ cantando junto com Deus e com direito a um breve momento de esquecimento do que estava fazendo… hahaha

Aproveito também para postar alguns vídeos que colocaram no Youtube, para terem uma amostra grátis do que é impossível traduzir em palavras. Sintam! Emocionem-se! Vivam, intensamente!

Inté a próxima. Espero ter conseguido passar procês um cadim do que senti, foi uma das experiências mais incríveis e intensas da minha vida. Busquem cada um dos seus sonhos, porque isso dá forças e ânimo para que venham novos sonhos a serem realizados. Vivam, intensamente, por inteiro, como é o rock’n’roll. Acho que é por aí! ;-)

Beijos roqueiros,

Paty.

21
jul
11

De volta à tabuada…

Noite, povo!

Engraçado como as postagens estão calhando de ser vez sim, vez também, à noite… não é?

Confabulando aqui com meus botões e afins, me veio um questionamento à tona: quem sabe detalhando um pouco mais e de repente trocando ideias com vocês, não se torne um pouco mais claro pra mim?

POR QUE AS PESSOAS COLOCAM SEUS 100% (OU PENSAM COLOCÁ-LO!) EM NEGÓCIOS SEM POTENCIAL, SEM FUTURO?

Inevitável fazer uma viagem de volta ao passado, pegar carona no túnel do tempo e me enxergar aprendendo a tabuada no Barão de Macaúbas. Lá descobri, por exemplo, que qualquer número multiplicado por zero, dá… (pasmem!) zero!!!

Matemática básica, galera! Vamos lá! Não adianta colocar seu máximo em algo mínimo ou nulo, que não irá render. Então, por que, numa época de tanta correria, de falta de tempo para o lazer, para ‘nós mesmos’, muitos seguem desperdiçando energia em empregos, carreiras e relacionamentos ‘sem futuro’, destinados ao fracasso?

A resposta é simples, mas de solução relativamente complexa. Conhecimento. Falta dele. As pessoas têm se tornado tão obcecadas por acumular o ‘vil metal’ que realmente têm deixado o ser para escanteio. E quem gosta de futebol deveria concordar comigo que escanteios e bolas paradas podem ser decisivos para a vitória no mundo atual. É ou não é?

Voltemos à questão. Como podemos, sem nos conhecer e aos demais como se deve (?!), evitar cometer recorrentemente o erro de dar o melhor de nós mesmos no que (em quem) não vale a nossa ação, que não vá gerar, minimamente, uma reação igual e contrária, direcionada a nós?

Não podemos! Então a solução é dedicar tempo para nos conhecermos melhor e a(o) que(m) nos é importante (ou possa vir a ser!). Por que devemos nos contentar com saber apenas das embalagens com que nos deparamos? Lógico que podemos nos deparar com valiosíssimos perfumes, em embalagens não tão atraentes, à primeira olhada, e encontrar venenos em ‘potes’ belíssimos. Muitas vezes não haverá surpresa alguma.

Administração é bom senso mesmo, em grande medida, sabem? Tudo que resolvo martelar, inicialmente por questões afetivas, emocionais para trazer a discussão ao blog, pode ser levado para o mundo empresarial, seja pensando em recursos humanos, em elaboração e avaliação de projetos, parcerias… e por aí vai!

Que tal experimentar se conhecer e aos outros um cadim melhor? Ser mais interessado(a)! Preguiça? “Ah, que falta de paciência, Paty”… “Isso não é pra mim não”! Ah, claro que toda mudança exige um tiquim de esforço, porque é ÓBVIO que é mais fácil manter o status quo, ficarmos atrás das trincheiras que construímos ao longo do tempo. Acontece que, para conhecermos (e sermos conhecidos!), temos que nos expor. É um risco? Sim! Mas, grandes riscos trazem embutidas ótimas possibilidades de melhorias / retornos! Mergulhem em si mesmos e poderão compreender melhor em que(m) deverão apostar mais frequentemente suas fichas para compartilhar felicidade… pensem nisso!

Para encerrar esse ‘bate-papo’ de hoje, uma música que gosto e que diz um pouco sobre isso:

Inté a próxima!

Paty.

19
jul
11

Sede de quê? Fome de quê?

Ei, povo! Noite!

Estava conversando com um amigo e me deu vontade de escrever sobre uns desabafos que andei lendo mundo virtual afora. Coincidentemente em grande parte refletem as experiências vividas de um grande número de pessoas do meu círculo de amizades e conhecidos(as)…

Senão, vejamos. A questão dos (des)encontros. De porque as pessoas estão tão (ou quase nada?) exigentes. O tempo. A reflexão. O autoconhecimento. A auto-estima em seus mais variados níveis…

Então me vem à cabeça uma música do Engenheiros que ouvi pela primeira vez no ginásio, num dos meus primeiros dias de Marconi. 1990. Sim, lá se vão longínquos 21 anos. Mas quão atual! “Somos quem podemos ser / sonhos que podemos ter…”. E quem dita isso? Você? O sistema? O governo? Seus pais? Seu tão escasso tempo?…

É, bastante adequada essa música. Traz à tona a questão ter / ser… Às vezes me pego pensando com meus botões se as pessoas não têm colocado como prioridade o carro do ano, o importado, um apê descolado, viagens internacionais e não sobram ‘fichas’ para colocarem nos seus relacionamentos. Bom, aproveito para um desabafo pessoal. Numa cidade em que a lei da oferta e da demanda é extremamente favorável aos homens, as ‘predadoras’ (ou mais fáceis, na visão de alguns), costumam ter mais sucesso pelo menos na quantidade de homens caçados… E uma caminhada definitivamente não começa sem o primeiro passo. Então…

Bom, sei que irei polemizar agora, mas homens, de um modo geral, são facilmente manipuláveis. A negação é o primeiro indício, amigos. Tenho amigos e amigas muito diferentes entre eles, mas tô pra dizer que muitas ‘periguetes’ estão se casando, enquanto mulheres sensacionais ainda não encontraram seus companheiros. Nem me incluo nesse balaio, para que não generalizem que devem ser todas umas feiosas, chatas, aborrecidas… hahaha

Falando sério agora, gente! O que vocês homens estão querendo? Bonequinhas de louça, bibelôs? Uma sombra sobre quem possam se destacar? Ou uma mulher de verdade, para compartilhar suas conquistas e vocês as dela?

Eu ‘se’ divirto, como diria o povo do futebol. Cansei de ouvir (MUITOS!) amigos reclamarem de molecas que coincidentemente vão ao banheiro na hora de vir a conta, que nem menção fazem de dividi-la… Tá, alguns podem até fazer questão por ‘cavalheirismo’ ou ‘machismo’, mas por que essa visão tão de curto prazo?

Sobre o que vocês vão conversar daqui a 20, 30 anos? A embalagem definitivamente não será mais a mesma, a despeito de toda tecnologia estética. Ah, para onde irá a beleza dos sorrisos, seja dos lábios ou do olhar? É, será, pelo menos aparentemente, um mundo mais triste, mais sisudo… Estou falando de conteúdo, de compartilhar valores, interesses, da maior parte do ‘iceberg’… ou do vulcão! Uh-la-lá! (risos!)

Bom, espero que alguns tenham chegado até aqui, tido tempo para isso. Que pelo menos uma ‘centelha’ surja para alguns pensarem… É de partir o coração ver amigos se contentando com BEM menos do que merecem… Só encontraremos o que realmente vale a pena se soubermos o que nos é / será caro. Façam esse exercício mental / emocional. Se precisarem, meus ombros, olhos e ouvidos estão aqui!

Como amo demais a área de marketing, resolvi buscar um slogan das antigas, da Sprite, que traduz de um jeito leve o que trouxe para a reflexão de hoje: IMAGEM NÃO É NADA. SEDE É TUDO. A sua sede e a sua fome são de quê? Fast foods ou banquetes? A escolha é sempre sua, as consequências também! ;-)

Nada como encerrar um post com mais uma ótima música. A vida é muito melhor sonorizada, mesmo que por vezes pelo silêncio de um olhar, que grita!

Beijos,

Paty.

13
jul
11

Rock’n'roll: ser ou ser, eis a questão!

Tenho uns gostos estranhos, admito. Em relação a homens também… Não vou colocar fotos de ex meus aqui, porque além de não vir ao caso, cada porta foi devidamente fechada e suas chaves jogadas fora (guardar tralhas não rola, né?! risos).

Não consigo encontrar um ponto comum entre eles. Todos MUITO diferentes. Talvez uma intensidade no olhar, um jeito autêntico de ser, sem muita frescura. É, todos muito “homenzinhos”.

Pensando aqui com meus botões, não sou capaz de responder de bate-pronto à tradicional “qual o seu tipo?”. Não em termos físicos. Definitivamente não. Mas todos eles compartilham um gosto musical, digamos assim, apurado! Gostam (ou gostavam, vai saber!) do bom e velho (ou nunca velho!) rock’n’roll, principalmente.

Não que o estilo de música preferido defina a personalidade de uma pessoa, mas devo admitir: agrada-me demais da conta seres que gostem da autenticidade e da intensidade do rock.

Talvez alguns de meus amigos que estejam sapeando por aqui pensem: “putz, a Paty é amiga / fã do Odilara (eu mereço! hahahaha), curte Engenheiros, Jota Quest, MPB”… Tá, também, sou bastante eclética, fato! Escuto de tudo um pouco até para poder criticar ou elogiar com (in)certa razão…

Boa música para mim há que harmonizar com o momento, é pulsação, ritmo, tem que mexer com os sentimentos. Assim como os bons homens e as ótimas relações. É ou não é?

As pessoas costumam ser extremistas. Entrincheiram-se. Elegem bandeiras e se agarram a elas como verdades únicas e absolutas. Ou se é 8, ou 80 ou o negócio é o equilíbrio, o morno. Danço conforme a música, mas tenho minhas preferências e as exerço!

Hoje se comemora o dia mundial do rock, a despeito de sê-lo todos os dias para mim e para muitos que conheço: não apenas musicalmente, mas em termos de atitudes, de um jeito de ser. Viva o rock’n’roll! Viva a atitude e a alegria de ser quem se é, na lata, nu e cru, sem máscaras! ;-)

Não há como encerrar esse post de hoje sem ser com um CLÁSSICO. Seria difícil escolher UM (milheiro) de vídeos de rock, mas essa versão acabou de ‘aparecer’ para mim. Divirtam-se! Rock’n’roll: ser ou ser, eis a questão! =)

Inté a próxima, pessoas!

Paty.

PS: Feliz (todo) dia mundial do rock!!! \m/




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