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06
ago
11

E no baile de máscaras, quem dança?!

Ei, povo! Noite!

Sempre que volto à sala de aula, acabo aparecendo um pouco menos por aqui, mas prometo me esforçar pra postar pelo menos umas duas vezes por semana. ES-FOR-ÇAR… hehehe

Nessa última semana, o assunto veio à mente porque meu amigo Nuno reapareceu, mesmo que virtualmente (a Loreninha tá tão linda… é a filhinha dele e da Elaine, bebezinho alvinegro mais fofo desse ano, pelo menos!). O casório dele foi um baile de máscaras… Além disso, um outro amigo apagou um comentário no Facebook para que seu rolo não “imaginasse” coisas…

Ah, as máscaras!

Basicamente, sendo bem na lata, “as usual”, máscaras caem bem (pegaram o trocadilho?! risos) em momentos pontuais: um carnaval, entre quatro paredes (cada um com suas taras! hahaha), em festas à fantasia, no teatro, em bailes para os momentos de abrir as asas e soltar as feras…

Mas venhamos e convenhamos. O que mais temos nos deparado por aí é com gente que pretende ser. Dia sim, dia também. Gastam-se tempo e esforço demais para parecer e de MUITO menos para efetivamente ser. Como tem gente “casquinha” (e de ferida! ecat…) por aí, né?  hahahaha… Lembrei agora do que o Mateus, meu amigo, dizia nos tempos de PUC (é, os tempos ainda são de PUC, mas nos primórdios… risos): biscoitos de polvilho! Barulho demais, sustância e gosto de menos… Pros da filosofia do “quem está sempre mastigando não passa fome” até serve, mas muito sem sal, né? ;-)

Bom, existe gosto (e falta dele! hehehe) pra tudo nessa vida, como diria mamãe! O que euzinha sei é de mim (e olhe lá! risos)… Quero é distância das comidas insonsas, de gente superficial, falsa, de cochichinho, dos que deixam a vida os levar, dos cheios de si e vazios de tudo que importa…

Gosto de um ótimo tempero, de música alta, do silêncio entre os olhares, da sinceridade (com todo o tato possível, mas sempre!), de gente do bem (bons mesmos por natureza e de com força, de quem pega a vida pelas rédeas e busca realizar seus sonhos ou desejos, por mais bobos que sejam, que erra, acerta, cai, levanta, mas é persistente, batalhador… O ter pode ser temporário, oscilar, mas é consequência ou acessório ao ser. Cuide dele que o anterior acaba vindo, e de qualidade garantida! (#seucreyssonfeelings)

Esse ser, a máscara pode tapar por instantes, dias, meses, para aqueles que se dispõem a participar de um baile constante. Ah, os múltiplos pares! Agora, pros que realmente gostam ou pretendem gostar, não há máscara que esconda o subjacente a ela. A essência se revela a quem se interessa de verdade, pra valer, a despeito de qualquer adereço. Pro bem… ou pro mal! (imaginem agora ouvir uma risada maquiavélica… risos)

Quero voltar um instante ao caso específico do meu amigo. Ele está no início de um rolo. E considera que é melhor “poupar” a sua provável futura namorada da realidade, evitar deixar que transpareçam indícios sobre sua o quão “apaixonada” por ele sua melhor amiga é. Diz ele que é só brincadeirinha dela, mas nós mulheres sabemos como a banda toca (ô se sabemos!… às vezes até tentamos nos enganar, mas ô raça com um sensor apuradíssimo de fábrica!).

Pr’ocês terem uma noção, ela “brinca” que eles vão casar, em teoria existe até uma data para isso. Ah, o amor platônico… Pode até ser que do lado dele realmente inexista qualquer possibilidade, mas vocês não tiveram a possibilidade de ver o tanto que a menina expõe seu sentimento para quem quiser (ou não! risos) ler nas redes sociais… “Assustador”!… hehehe

Mas por que trouxe esse caso à tona? Queria que todos pudéssemos refletir um tiquim sobre os artifícios que buscamos para alcançar nossos objetivos, as máscaras que por vezes colocamos em situações ou características (nossas ou que nos cerquem) para que pareçam mais bonitinhas, mais convidativas ao olhar do outro. Mas até quando se ‘seguram’ as máscaras? Existe ‘superbonder’ pra isso? (seria cômico se não fosse trágico… hehehe) Criam-se falsas expectativas e quem irá cumpri-las? O outro? A outra? Tenso, né? hahaha

Bom, pessoalmente, sou transparente demais e política de menos nesse aspecto, não sei e nem gosto de joguinhos só pra testar os outros… trem chato e ridículo da ‘porra’!… Batalhemos por sermos melhores, por nós mesmos e por quem nos importa, que a máscara, por mais bela que seja, ficará aquém de quem seremos! (#prontofalei)

Pra terminar, pensem bem e tentem responder, para vocês, quem, no baile de máscaras, dança?

Como não consigo terminar uma prosa sem uma música, vou colocar a que me veio de bate-pronto à cabeça quando comecei a escrever!

Ótimo fim de semana! Carpe diem!

Inté a próxima,

Paty.

31
jul
11

Um dos meus jogos favoritos: o do contente!

Ei, pessoas!

Noite! Estava lendo uns posts da minha amiga Beta (mesmo sem conhecê-la pessoalmente ainda, já a sinto assim, não costumo me enganar, tenho pra mim que seremos cada vez mais amigas!), e resolvi escrever sobre isso… #1980feelings, mas sempre atual (ainda bem!)…

Quem de vocês já leu Pollyanna e/ou Pollyanna Moça, de Eleanor Porter, e já praticou ou pratica o JOGO DO CONTENTE? Se não o fazem, deveriam. É um ótimo jeito de se viver, apesar de. Porque só assim é possível seguir adiante.

Em resumo, a filosofia de vida de Pollyanna é pautada no JOGO DO CONTENTE, que significa ter uma atitude otimista, o que aprendeu com seu pai. Esse jogo consiste em encontrar algo para se estar contente, em qualquer situação por que passemos. Tudo começou com um incidente num Natal, quando Pollyanna imaginava que ganharia uma linda boneca e ao invés disso recebeu um par de muletas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo para que ela visse somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque “nós não precisamos delas!”.

Claro que num país onde culturalmente ‘a grama do vizinho é sempre mais verde’ e em que existe uma praxe de terceirização de responsabilidades, praticar o jogo do contente exige um grande esforço. Necessário, eu diria. Mas o bom desse jogo é que não necessariamente você depende dos outros para jogar. Apesar de certamente ser bem mais fácil e divertido se jogado conjuntamente…

Agora, tenho pra mim que o JOGO DO CONTENTE é contagiante. Impossível ficar indiferente a ele. É uma espécie de posto de combustível do coração, da alma… Pelo menos o sinto assim. Mas para jogá-lo há que pensar adiante, enxergar além do óbvio, do trivial, do lugar comum.

Escrevo sobre vários assuntos, mas acabo sempre passando pela questão de mergulhar nas situações, nas pessoas, em nós mesmos. Exige fôlego, às vezes nos tira ele (ê, trem bão! Hehehe)… Sei bem o preço: já me custou alguns fundinhos de poço (mas que bom que ele estava lá e que tive apoio, terra firme para voltar à superfície – paradoxal! risos), e também o valor (já me realizei N vezes por conquistas pessoais e de amigos!).

Não sei ser metade, morna… Como disse para um amigo essa semana, de boba o que mais tenho é a cara. Intensidade é meu jeito de ser. Quando sou boa, sou ótima, mas quando sou ruim, sai de baixo, que sou terrível! Crueeeeeeeeeeeeeeel, muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito crueeeeeeeeeeeeeel! ;-)

Para terminar para lá de bem a semana e começar uma novinha em folha, uma música que pode muito bem servir como trilha sonora para o post de hoje. Alarido, um projeto que é incrível, de gente inspirada e inspiradora (aproveito pra relançar a campanha #voltaAlarido!)…

Carpe diem! Ótima semana!

Paty.

21
jul
11

De volta à tabuada…

Noite, povo!

Engraçado como as postagens estão calhando de ser vez sim, vez também, à noite… não é?

Confabulando aqui com meus botões e afins, me veio um questionamento à tona: quem sabe detalhando um pouco mais e de repente trocando ideias com vocês, não se torne um pouco mais claro pra mim?

POR QUE AS PESSOAS COLOCAM SEUS 100% (OU PENSAM COLOCÁ-LO!) EM NEGÓCIOS SEM POTENCIAL, SEM FUTURO?

Inevitável fazer uma viagem de volta ao passado, pegar carona no túnel do tempo e me enxergar aprendendo a tabuada no Barão de Macaúbas. Lá descobri, por exemplo, que qualquer número multiplicado por zero, dá… (pasmem!) zero!!!

Matemática básica, galera! Vamos lá! Não adianta colocar seu máximo em algo mínimo ou nulo, que não irá render. Então, por que, numa época de tanta correria, de falta de tempo para o lazer, para ‘nós mesmos’, muitos seguem desperdiçando energia em empregos, carreiras e relacionamentos ‘sem futuro’, destinados ao fracasso?

A resposta é simples, mas de solução relativamente complexa. Conhecimento. Falta dele. As pessoas têm se tornado tão obcecadas por acumular o ‘vil metal’ que realmente têm deixado o ser para escanteio. E quem gosta de futebol deveria concordar comigo que escanteios e bolas paradas podem ser decisivos para a vitória no mundo atual. É ou não é?

Voltemos à questão. Como podemos, sem nos conhecer e aos demais como se deve (?!), evitar cometer recorrentemente o erro de dar o melhor de nós mesmos no que (em quem) não vale a nossa ação, que não vá gerar, minimamente, uma reação igual e contrária, direcionada a nós?

Não podemos! Então a solução é dedicar tempo para nos conhecermos melhor e a(o) que(m) nos é importante (ou possa vir a ser!). Por que devemos nos contentar com saber apenas das embalagens com que nos deparamos? Lógico que podemos nos deparar com valiosíssimos perfumes, em embalagens não tão atraentes, à primeira olhada, e encontrar venenos em ‘potes’ belíssimos. Muitas vezes não haverá surpresa alguma.

Administração é bom senso mesmo, em grande medida, sabem? Tudo que resolvo martelar, inicialmente por questões afetivas, emocionais para trazer a discussão ao blog, pode ser levado para o mundo empresarial, seja pensando em recursos humanos, em elaboração e avaliação de projetos, parcerias… e por aí vai!

Que tal experimentar se conhecer e aos outros um cadim melhor? Ser mais interessado(a)! Preguiça? “Ah, que falta de paciência, Paty”… “Isso não é pra mim não”! Ah, claro que toda mudança exige um tiquim de esforço, porque é ÓBVIO que é mais fácil manter o status quo, ficarmos atrás das trincheiras que construímos ao longo do tempo. Acontece que, para conhecermos (e sermos conhecidos!), temos que nos expor. É um risco? Sim! Mas, grandes riscos trazem embutidas ótimas possibilidades de melhorias / retornos! Mergulhem em si mesmos e poderão compreender melhor em que(m) deverão apostar mais frequentemente suas fichas para compartilhar felicidade… pensem nisso!

Para encerrar esse ‘bate-papo’ de hoje, uma música que gosto e que diz um pouco sobre isso:

Inté a próxima!

Paty.

19
jul
11

Sede de quê? Fome de quê?

Ei, povo! Noite!

Estava conversando com um amigo e me deu vontade de escrever sobre uns desabafos que andei lendo mundo virtual afora. Coincidentemente em grande parte refletem as experiências vividas de um grande número de pessoas do meu círculo de amizades e conhecidos(as)…

Senão, vejamos. A questão dos (des)encontros. De porque as pessoas estão tão (ou quase nada?) exigentes. O tempo. A reflexão. O autoconhecimento. A auto-estima em seus mais variados níveis…

Então me vem à cabeça uma música do Engenheiros que ouvi pela primeira vez no ginásio, num dos meus primeiros dias de Marconi. 1990. Sim, lá se vão longínquos 21 anos. Mas quão atual! “Somos quem podemos ser / sonhos que podemos ter…”. E quem dita isso? Você? O sistema? O governo? Seus pais? Seu tão escasso tempo?…

É, bastante adequada essa música. Traz à tona a questão ter / ser… Às vezes me pego pensando com meus botões se as pessoas não têm colocado como prioridade o carro do ano, o importado, um apê descolado, viagens internacionais e não sobram ‘fichas’ para colocarem nos seus relacionamentos. Bom, aproveito para um desabafo pessoal. Numa cidade em que a lei da oferta e da demanda é extremamente favorável aos homens, as ‘predadoras’ (ou mais fáceis, na visão de alguns), costumam ter mais sucesso pelo menos na quantidade de homens caçados… E uma caminhada definitivamente não começa sem o primeiro passo. Então…

Bom, sei que irei polemizar agora, mas homens, de um modo geral, são facilmente manipuláveis. A negação é o primeiro indício, amigos. Tenho amigos e amigas muito diferentes entre eles, mas tô pra dizer que muitas ‘periguetes’ estão se casando, enquanto mulheres sensacionais ainda não encontraram seus companheiros. Nem me incluo nesse balaio, para que não generalizem que devem ser todas umas feiosas, chatas, aborrecidas… hahaha

Falando sério agora, gente! O que vocês homens estão querendo? Bonequinhas de louça, bibelôs? Uma sombra sobre quem possam se destacar? Ou uma mulher de verdade, para compartilhar suas conquistas e vocês as dela?

Eu ‘se’ divirto, como diria o povo do futebol. Cansei de ouvir (MUITOS!) amigos reclamarem de molecas que coincidentemente vão ao banheiro na hora de vir a conta, que nem menção fazem de dividi-la… Tá, alguns podem até fazer questão por ‘cavalheirismo’ ou ‘machismo’, mas por que essa visão tão de curto prazo?

Sobre o que vocês vão conversar daqui a 20, 30 anos? A embalagem definitivamente não será mais a mesma, a despeito de toda tecnologia estética. Ah, para onde irá a beleza dos sorrisos, seja dos lábios ou do olhar? É, será, pelo menos aparentemente, um mundo mais triste, mais sisudo… Estou falando de conteúdo, de compartilhar valores, interesses, da maior parte do ‘iceberg’… ou do vulcão! Uh-la-lá! (risos!)

Bom, espero que alguns tenham chegado até aqui, tido tempo para isso. Que pelo menos uma ‘centelha’ surja para alguns pensarem… É de partir o coração ver amigos se contentando com BEM menos do que merecem… Só encontraremos o que realmente vale a pena se soubermos o que nos é / será caro. Façam esse exercício mental / emocional. Se precisarem, meus ombros, olhos e ouvidos estão aqui!

Como amo demais a área de marketing, resolvi buscar um slogan das antigas, da Sprite, que traduz de um jeito leve o que trouxe para a reflexão de hoje: IMAGEM NÃO É NADA. SEDE É TUDO. A sua sede e a sua fome são de quê? Fast foods ou banquetes? A escolha é sempre sua, as consequências também! ;-)

Nada como encerrar um post com mais uma ótima música. A vida é muito melhor sonorizada, mesmo que por vezes pelo silêncio de um olhar, que grita!

Beijos,

Paty.

18
jul
11

Sobre o (seu) tempo…

Ei, pessoas! Noite!

Resolvi escrever hoje em grande medida inspirada pela nova crônica digital da Fernanda Mello, Encontros e Desencontros. Gosto muito da Fê, sabe? Devo admitir que já senti, nos ‘primórdios’, raiva dela por namorar o Flausino. Quanta bobeira, minha gente! Coisas de adolescentes (risos!). Bom, página viradíssima, hoje nutro uma grande admiração por ela, que sabe traduzir tão bem o que vai principalmente pelos corações e pelas mentes da mulherada. E olha que não é pouca coisa não!

A crônica digital, para quem por um acaso não a tenha assistido ainda:

Sabem? A Fê faz alguns questionamentos e colocações bastante pertinentes dessa feita (como sempre, por sinal!). Uma delas diz respeito a encontrarmos, efetivamente, o que procuramos. Isso nos remete ao antiquíssimo (porém atualíssimo!) ditado “quem procura, acha”. A partir daí nos deparamos com uma certa lógica subjacente aos encontros que por vezes são desencontros. Senão vejamos: cada vez que procuramos por procurar, para passar o tempo (por mais paradoxal que isso possa parecer, uma vez que o tempo livre nos é cada vez mais caro, não é mesmo?!), o que achamos (ou perdemos!)? Definitivamente, TEMPO!

Tempo é uma bela questão, não acham? Quantas vezes já não ouvimos um “ah, isso é perda de tempo”… Muitas vezes não era… Tantas outras vezes não somos avisados ou não percebemos nós mesmos o desperdício de tempo e energia.

A Fernanda colocou um lado da questão, o porquê estamos cada vez mais exigentes… Seria cômico se não fosse trágico isso, concordam? Essa exigência, via de regra, dá-se em relação ao outro. Há uma condescendência exagerada em relação a nós mesmos, de um modo geral. Vindo do outro é errado, absurdo, inaceitável! Quando é conosco, “ops, acontece” e bola pra frente!

Uai, mas espera aí! Voltemos ao tempo. Voltar? Nem é preciso! Ele está sempre aqui, segue correndo, independente de nós. Ele não irá fugir, por mais que muitas vezes pareça assim… Agora, podemos e devemos ditar o nosso ritmo e nos prepararmos para encará-lo com qualidade. Mas essa preparação leva tempo e “você” não o tem, não é mesmo?

Liberte-se do relógio enquanto seu senhor. Apodere-se do que é seu. Que ele seja útil como pano de fundo para as histórias que você terá para contar a seus filhos, netos… Dê valor ao que realmente importa: (conv)viver, em toda a plenitude que essa(s) palavra(s) pode(m) ter. Seja feliz, a cada passo, ação, momento, decisão. O que vale é o conteúdo, a forma ajuda! Uma embalagem incrível pode até vender uma vez, mas não fideliza o cliente… A caminhada para construir o(s) castelo(s) há que ser incrível, todo o tempo, porque o quão duradoura ela será? Não sabemos. Mas seja um “caminho de San Tiago de Compostela” ou um simples atalho, há que se aproveitar em toda sua trajetória e intensidade.

Carpe diem, que como sabiamente diria o “Teatro Mágico”, os opostos se distraem e os dispostos se atraem!

Aproveito para deixar um vídeo de uma música que gosto muito, que tem a ver com o ‘tema’ de hoje (e sempre!), do Pato Fu!

Inté a próxima,

Paty.

06
jul
11

Cartas para Julieta

Oi, povo!

Noite!

Hoje assisti a um filme levinho: Cartas para Julieta. Bom, para falar a verdade, muitos chamariam de romance água com açúcar. Se interpretarmos água como um elemento essencial à vida, assim como o amor, em suas diversas esferas, diria que se foi adoçado, o foi na medida. Medida? (des)medida, variável medida…

Para não contar a história, mesmo porque estreia esse fim de semana no Telecine Premium e recomendo que vejam, vou aproveitar algumas reflexões e emoções que ele me despertou. Ah, belíssima trilha sonora, a propósito! ;-)

Para começo de prosa, busquemos Shakespeare, já que o filme utiliza Romeu e Julieta como pano de fundo para contar a(s) estória(s) que acontecem. Essa questão do tempo. Desde sempre ouvimos por aí, ainda mais em se tratando de uma sociedade capitalista cada vez mais selvagem, que ele é dinheiro. Reducionista demais. Há tempo para ser traduzido em dinheiro, o usual de 8:00 às 18:00, que geralmente tem umas traduções bem tabajaras e há tempo para simplesmente ser vivido. Intensamente.

Isso me remete ao não menos genial Fernando Pessoa (tô bem acompanhada demais da conta, hein?! risos), que diz que “felicidade não se adia”.  Então, por que as pessoas se contentam tanto com o fast food, ao invés de se deliciarem com todos os aromas e sabores dos banquetes? O tempo. A suposta falta dele. Aí, quando se percebe, já se passaram 6 meses, 1 ano, 5, uma década, duas, meio século!

Voltando a esse trecho ilustrado de Shakepeare, isso me remete a uma outra triste faceta desse nosso tempo. Grande parte das pessoas está tão (pre)ocupada na construção do TER que não valoriza nem cultiva o SER. Nem o seu nem o dos demais. Tem estado cada vez mais raro ‘esbarrar’ em pessoas que possuem e praticam ótimos valores. Se existissem oftalmologistas de almas, certamente teriam muitos clientes potenciais. Mas provavelmente não iriam querer “gastar” para olhar além dos seus próprios umbigos, ir além das suas pontas do iceberg e dos outros.

Não sei se já pararam para pensar sobre isso, mas olhamos os demais a partir de nossas experiências, valores, referências. Sabem o tal do preconceito? E aquele difícil e pouco praticado exercício de se colocar no lugar do próximo? Acredito eu que quanto mais tempo investimos em auto-conhecimento, tanto melhor torna-se nosso poder de observação (e menos parcial!) e os relacionamentos que desenvolvemos vida afora.

Putz, acho que falei, falei, falei e só divaguei (risos)! Espero que consigam aproveitar algo, já que o tempo costuma nos ser tão caro… ou não! ;-)

Ah, o trailer do filme, a quem interessar possa:

Carpe diem!

Paty.

05
jul
11

Juninha no universo das xepas

Todo mundo já deve ter lido ou pelo menos assistido ao filme Alice no país das Maravilhas, não é mesmo? Essa história é sobre Juninha no universo das xepas. Qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência… ou não! (risos)

Júnia decidiu que era tempo de mudar. Sim, decidiu! Mudança não é um acontecimento qualquer… Não o mudar substancial. Preparou um anestésico ‘psicológico’ pois, definitivamente, sabia que doeria. Sair de um status quo, da inércia, de uma zona de conforto, dói. Muito.

Ela sempre foi do tipo amiga, romântica, daquelas que se pudesse (ainda) mandaria flores… tá, não é mesmo o caso (risos!). Percebe que esse perfil não tem tido lugar no mercado de relacionamentos moderno. Juninha pensa em suas tias solteironas por convicção. Não é isso que quer para sua vida. Sem chance!

Ah, o mercado. Carnes e frutas aos borbotões, toda hora é hora da xepa. A quantidade impressiona. Mas, e a qualidade? Muitos não querem nem saber… O negócio tem sido estar mastigando. Fome não passa nem perto. Lei da oferta e da demanda. Do que estamos falando mesmo? A cabeça gira. O coração titubeia. Não é nada fácil. Cadê o chão?

Voltemos à xepa. Estão ali, à mão. Todo mundo apalpou, apertou, não quis levar para casa.  ”Mas, puxa! Tão baratinho, praticamente pagando para levar, tão facinho, sacia a fome…”. Fome. De quê? Ah, Titãs, música, alimento para a alma. Esse é outro assunto. É o de Júnia. Mas o mercado é o da carne, essencialmente.

Reflexões… várias! A mudança é imperativa, menina. Para anteontem. “O tempo voa”, blablablá. Mas ela é turrona, não quer abrir mão de seus valores, sua essência, suas fibras, seu sumo. Morena tropicana. Quem quer o seu sabor? Ela não sabe e nem quer entrar num processo de deterioração. O que fazer? Qual caminho seguir?

Segue pensando com seus botões. O pijama. A cama. Quer se livrar do pijama. Da cama não (risos!). Quem sabe o negócio não é parecer xepa e ir se revelando uma fruta do galho mais alto aos poucos? Não tem a resposta. Não mesmo! Mas uma certeza tem: em tempos de tudo à mão, a tempo e a hora, há que arremeter-se momentaneamente ao solo para ser colhida por alguém que ela, espera, não use dentadura (hahaha!). Ah, essa Juju!

Agora, na prática, como Juninha colocará essa e outras mudanças para acontecerem, é assunto para outras histórias!

‘Inté’ a próxima,

Paty.

02
jan
11

A ‘polêmica’ logomarca Rio 2016

Primeiramente um ‘oi, este blog ainda existe (por mais que não pareça! rs)’…

Meus mais sinceros votos aos silenciosos leitores que por aqui vêm de um 2011 especial, em que todos possam se atentar diariamente a aproveitar ao máximo cada momento e pessoa, aprender bastante e valorizar muito mais o SER do que o TER ou PARECER…

A respeito de toda essa polêmica sobre a logomarca Rio 2016 divulgada no reveillon de Copacabana, a versão oficial é de negação de plágio ou até mesmo de inspiração. Fato é que em uma sociedade da informação como a de que fazemos parte, torna-se cada vez mais complicado acreditar no desconhecimento total de versões prévias próximas ao que foi desenvolvido para o evento, uma vez que a pesquisa para que não haja essa possibilidade é de praxe no processo e na área.

Abaixo alguns dos parentes mais próximos da logomarca apresentada ontem.

Matisse pintou ‘A dança’ em 1910.

A logomarca da Telluride Foundation:

Outra possível ‘fonte de inspiração’ ou parente seria também baseada nos anteriores? Carnaval de Salvador, 2004:

Enfim, a ‘suspeita’ e ‘polêmica’ logomarca das Olimpíadas no Rio em 2016, motivação maior pra esse post:

Pra quem ainda não viu o vídeo do lançamento da marca, aqui está… é bem legal!

Nessa tempo de festas de fim de ano, de reflexão, reafirmação e renovação de valores, esperemos que seja apenas uma ‘suspeitíssima’ coincidência, mas uma pesquisa realizada como se deve evitaria o questionamento e uma possível dor de cabeça para o Brasil. Várias dúvidas, mas a certeza de que falta um longo caminho para a profissionalização da gestão e do marketing esportivos em nosso país.

No mais, um ano incrível para todos nós, que possamos aproveitar ao máximo cada um de seus dias, horas, minutos e segundos, aprender e ensinar, compartilhar para mulplicar!

Carpe diem!

Inté a próxima,

Paty.

06
mai
09

Sobre aprendizado

Só pra complementar o post de mais “cedim”, hoje na Jornada da Administração, em uma apresentação sobre um projeto de extensão da PUC no sistema APAC de Santa Luzia (região metropolitana de Belzonte), além de todo o aprendizado sobre o quanto temos por abrir nossas mentes, horizontes e corações em relação aos próximos (e aos não tão próximos também!), me veio à mente uma frase incrível e muito verdadeira do MESTRE Guimarães Rosa, que compartilho com vocês…

“Mestre não é quem ensina, mas quem de repente aprende.”

Simples, como o aprendizado e o ensino, essa relação de mão-dupla, deve ser. Pra que complicar, se podemos simplificar? Pensem nisso! ;)

Beijos! Ótima noite! Inté +!

06
mai
09

Reciclagem…

Estou aproveitando (tá, odeio gerundismo, mas é inevitável o uso do gerúndio aqui, porque começou ontem e só termina de noitão hoje) que ontem e hoje na PUC são dias da Jornada da Administração, um evento que já faz parte do calendário anual do curso, para resgatar e reavivar o que me fez e me faz apaixonar diariamente pela Administração!

O evento é bem legal… nele, alunos e ex-alunos (é, eu também sou, mas dessa vez tô participando só enquanto professora para apresentar os palestrantes!) além de falar sobre o mercado profissional, casos de empreendedorismo, mostram também habilidades artísticas… Ontem, na sala para a qual fui um dos apresentadores tocou violão e cantou (puxa, muito bom!). Ano passado, uma aluna apresentou um número de dança do ventre… Esse ser aqui (euzinha, no caso… hehe) tem a mania de tentar aprender com tudo, pode ser o momento mais “racional”… Pode ser meio viagem, mas estava pensando o quanto é importante, não só pelo lazer, pra relaxar um pouco, mas pra oxigenar as ideias, olhar pras situações cotidianas e profissionais com outras cores, perspectivas… acho que isso confere um olhar mais humano, mais amplo mesmo! Sou uma “achona”, né?! hehehe :P

Antes que achem que fiquei só na viagem, nada disso (nem ia pegar bem pra uma professora! hehe), hein? Os meninos da PUC Consultoria Júnior foram lá compartilhar a experiência profissional deles na empresa e também sobre o projeto Diálogos Universitários, uma parceria entre empresas júniores / universidades e a Sousa Cruz … Estive nas duas edições, ano passado o William Wack esteve por aqui pra falar sobre política e esse ano o Caco Barcelos veio falar sobre a cultura da violência. Bom, quem vê “de fora” pode pensar: “Nossa, isso é legal pro pessoal que faz Jornalismo, Comunicação, mas Administração? Nada a ver, hein!”. Que mané nada a ver! Ai ai ai procês! Se tem uma profissão em que a pessoa tem que conhecer de gente, de realidade social, do negócio em si, do mundo, de suas tendências, é a de administrador! Como imaginar gerir bem (pra valer mesmo, de verdade!) uma organização sem compreender o ambiente em que ela se encontra? Tem jeito não, hein! Se alguém descobrir a “fórmula mágica” de isolar a empresa do ambiente topo demais ser sócia da ideia, hein? Quem é Bill Gates? hehehe

dsc06692

Bão, já falei dessa reciclagem que é bom acontecer todos os dias, a cada momento (foi meio uma sessão desabafo, “O Divã, mas sigamos!), que era o objetivo do post de hoje, mas não vou resistir e vou complementar com mais algumas lembranças dos anos 1980! ;)

 

 Ah, deixa eu recordar algumas brincadeiras da infância menos dependentes de brinquedos “de loja” (coisas de gente com família do interior, não sei se me entendem… hehe):

- Esconde-esconde (pique-esconde)

- Finca

- Pega-pega

- Rouba-bandeira

- Cabra-cega

- Chicotinho queimado

- Adedanha

- Elástico

- Seu mestre mandou

- Vivo-morto

- Estátua

- Pular corda

-  Telefone Sem Fio

- Passa Anel

- Queimada

- Salada de frutas

- Polícia e ladrão

- Batata-quente

- Lenço

- Dança da Cadeira

- Detetive

- Forca

- Adoleta

- Escravos-de-Jó

- Lenga La Lenga

- Ciranda

- Amarelinha

- Bambolê…

Ah, pra fechar essa breve sessão “good times”, uma musiquinha que remete a uma dessas brincadeiras:

De todas brincadeiras que eu gosto a melhor é pular corda (é pular corda)
De todas brincadeiras que eu gosto a melhor é pular corda (é pular corda)
Faz bem à saúde
Movimenta o corpo
De todas brincadeiras que eu gosto a melhor é pular corda

De todas brincadeiras que eu gosto a melhor é pular corda (é pular corda)
De todas brincadeiras que eu gosto a melhor é pular corda (é pular corda)
É o maior barato
Treme o coração
De todos os esportes que eu faço o melhor é pular corda (é pular corda)

O homem bateu em minha porta
E eu abri
Senhoras e senhores, ponham a mão no chão
Senhoras e senhores, pulem de um pé só
Senhoras e senhores, deem uma rodadinha
E vá pro olho da rua
Pula, pula, pula, pula, pula, pula sem parar
Pula, pula, pula, pula, pula, pula sem parar

Para quem não é “anti-Xuxa”, no Youtube tem um vídeo com o Trem da Alegria (já em 1989, com formação modificada) e essa música nos 6 anos de Xou da Xuxa… Quem não for fã, adiante um tiquim o vídeo (lá pelos 5:39) e veja só a música!
No mais, inté a próxima! Carpe! :)



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