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22
nov
11

Caminhando e cantando e seguindo a canção…

Tá! Sei que prometi ser mais frequente por aqui, mas é que ‘há tanta vida lá foraaaaaaaaaaaaaa’…

Muito bom isso, sabem? Vivo sugerindo que todos aproveitem ao máximo seus dias. Sei que eu mesma, por vezes, ficava me devendo nesse aspecto. Claro que temos nossos compromissos diários: profissionais, familiares… Ainda não estou aonde quero chegar. Na verdade acredito que nunca estarei. É. Mudo. Cotidianamente. Mudam os destinos.

Mas isso não me faz menos feliz. Muito pelo contrário! Descobri que minha felicidade está no caminhar. Literalmente e não. Meus dias têm sido melhores depois que comecei a me exercitar diariamente. Já fazem uns bons (bons não, ótimos!) 2 meses… E como aconteceu coisa boa nesse tempo. Duas idas ao Rio, pros shows do Eric Clapton e depois do Pearl Jam, repletos de passeios, cores, sabores, novos amigos… e mais um tanto de pequenos momentos e descobertas engrandecedores. Fora os ventos da mudança (putz, que saudades do meu amigo Mateus!)…

É, definitivamente eu gosto de gente! Taí uma outra importante evolução minha. Tenho aprendido a lidar melhor com minha ‘síndrome de esponja’. Não, não do Bob Esponja… hahaha Ah, meu amigo Mike um dia definiu assim, e era bem isso, mas de forma amplificada. Eu meio que funcionava demais como um receptáculo de sentimentos das pessoas ao meu entorno. Hoje continuo sendo ombro amigo, colo, boa companheira, mas sei me descolar do outro.

Sou mais eu. Mais mulher, mas ao mesmo tempo bem mais menina. Muito mais rock’n’roll. E pode amplificar isso à enésima potência… Tenho valorizado cada vez mais no menos, o menos. Menos máscara, menos falsidade, menos joguinho, menos ‘deixar pra amanhã’. Principalmente se o que deixam para amanhã é a felicidade. Felicidade não se adia. Não mesmo!

Tenho demais por aprender, por ser. E sou muito feliz por saber disso. É o que me permite olhar para cada pessoa e situação como se fosse a primeira vez que eu estivesse ali. Esse lado criança eu não quero perder nunca. É bão demais da conta. Acho que isso é o que o meu irmão chamou uma vez de muita ingenuidade. Digamos que já fui mais. A vida ensina. Todos os dias. Em cada momento.

Era isso que eu precisava escrever nessa volta ao blog. Não pretendo estabelecer uma frequência predeterminada para estar aqui. Mas tenham certeza. A cada vez que eu vier, será por inteiro, porque senti que era importante compartilhar algo com vocês. Mas, a cada dia que eu não passar por aqui, saibam que estarei vivendo intensamente, maus e ótimos momentos, e procurando ser uma pessoa cada vez mais leve, literalmente e não.

Porque assim é que a vida vale a pena. Sem cobranças excessivas. Descomplicando. Compartilhando sentimentos, emoções, aprendizados. Caminhando. Rumo à realização de cada sonho, de cada vontade… Multiplicando. Feliz. Querendo cada vez mais fazer aos meus, felizes. Simples assim…

É isso. Voltar ali pra vida real!…

Beijos, inté a próxima!

06
ago
11

E no baile de máscaras, quem dança?!

Ei, povo! Noite!

Sempre que volto à sala de aula, acabo aparecendo um pouco menos por aqui, mas prometo me esforçar pra postar pelo menos umas duas vezes por semana. ES-FOR-ÇAR… hehehe

Nessa última semana, o assunto veio à mente porque meu amigo Nuno reapareceu, mesmo que virtualmente (a Loreninha tá tão linda… é a filhinha dele e da Elaine, bebezinho alvinegro mais fofo desse ano, pelo menos!). O casório dele foi um baile de máscaras… Além disso, um outro amigo apagou um comentário no Facebook para que seu rolo não “imaginasse” coisas…

Ah, as máscaras!

Basicamente, sendo bem na lata, “as usual”, máscaras caem bem (pegaram o trocadilho?! risos) em momentos pontuais: um carnaval, entre quatro paredes (cada um com suas taras! hahaha), em festas à fantasia, no teatro, em bailes para os momentos de abrir as asas e soltar as feras…

Mas venhamos e convenhamos. O que mais temos nos deparado por aí é com gente que pretende ser. Dia sim, dia também. Gastam-se tempo e esforço demais para parecer e de MUITO menos para efetivamente ser. Como tem gente “casquinha” (e de ferida! ecat…) por aí, né?  hahahaha… Lembrei agora do que o Mateus, meu amigo, dizia nos tempos de PUC (é, os tempos ainda são de PUC, mas nos primórdios… risos): biscoitos de polvilho! Barulho demais, sustância e gosto de menos… Pros da filosofia do “quem está sempre mastigando não passa fome” até serve, mas muito sem sal, né? ;-)

Bom, existe gosto (e falta dele! hehehe) pra tudo nessa vida, como diria mamãe! O que euzinha sei é de mim (e olhe lá! risos)… Quero é distância das comidas insonsas, de gente superficial, falsa, de cochichinho, dos que deixam a vida os levar, dos cheios de si e vazios de tudo que importa…

Gosto de um ótimo tempero, de música alta, do silêncio entre os olhares, da sinceridade (com todo o tato possível, mas sempre!), de gente do bem (bons mesmos por natureza e de com força, de quem pega a vida pelas rédeas e busca realizar seus sonhos ou desejos, por mais bobos que sejam, que erra, acerta, cai, levanta, mas é persistente, batalhador… O ter pode ser temporário, oscilar, mas é consequência ou acessório ao ser. Cuide dele que o anterior acaba vindo, e de qualidade garantida! (#seucreyssonfeelings)

Esse ser, a máscara pode tapar por instantes, dias, meses, para aqueles que se dispõem a participar de um baile constante. Ah, os múltiplos pares! Agora, pros que realmente gostam ou pretendem gostar, não há máscara que esconda o subjacente a ela. A essência se revela a quem se interessa de verdade, pra valer, a despeito de qualquer adereço. Pro bem… ou pro mal! (imaginem agora ouvir uma risada maquiavélica… risos)

Quero voltar um instante ao caso específico do meu amigo. Ele está no início de um rolo. E considera que é melhor “poupar” a sua provável futura namorada da realidade, evitar deixar que transpareçam indícios sobre sua o quão “apaixonada” por ele sua melhor amiga é. Diz ele que é só brincadeirinha dela, mas nós mulheres sabemos como a banda toca (ô se sabemos!… às vezes até tentamos nos enganar, mas ô raça com um sensor apuradíssimo de fábrica!).

Pr’ocês terem uma noção, ela “brinca” que eles vão casar, em teoria existe até uma data para isso. Ah, o amor platônico… Pode até ser que do lado dele realmente inexista qualquer possibilidade, mas vocês não tiveram a possibilidade de ver o tanto que a menina expõe seu sentimento para quem quiser (ou não! risos) ler nas redes sociais… “Assustador”!… hehehe

Mas por que trouxe esse caso à tona? Queria que todos pudéssemos refletir um tiquim sobre os artifícios que buscamos para alcançar nossos objetivos, as máscaras que por vezes colocamos em situações ou características (nossas ou que nos cerquem) para que pareçam mais bonitinhas, mais convidativas ao olhar do outro. Mas até quando se ‘seguram’ as máscaras? Existe ‘superbonder’ pra isso? (seria cômico se não fosse trágico… hehehe) Criam-se falsas expectativas e quem irá cumpri-las? O outro? A outra? Tenso, né? hahaha

Bom, pessoalmente, sou transparente demais e política de menos nesse aspecto, não sei e nem gosto de joguinhos só pra testar os outros… trem chato e ridículo da ‘porra’!… Batalhemos por sermos melhores, por nós mesmos e por quem nos importa, que a máscara, por mais bela que seja, ficará aquém de quem seremos! (#prontofalei)

Pra terminar, pensem bem e tentem responder, para vocês, quem, no baile de máscaras, dança?

Como não consigo terminar uma prosa sem uma música, vou colocar a que me veio de bate-pronto à cabeça quando comecei a escrever!

Ótimo fim de semana! Carpe diem!

Inté a próxima,

Paty.

15
jul
11

O meu jeito Pollyanna de ser…

Sabe quando seu coração de repente dispara de ansiedade, mas você não sabe de quê? Aqueles dias em que você acorda com esperança de que as pessoas e o mundo sejam cada vez melhores (a Pollyanna!!!)? Eu sei! Esse é meu estado em condições normais de temperatura e pressão, porque, ah, existe um trem chamado TPM… o grau é moderadíssimo, mas ainda assim, há! hehehe Alguns me veem como ingênua, frágil, um tanto boba, diriam… Mas até eu (risos!) sei que não há como (con)viver e sobreviver, em última instância, no mundo real sem cotidianamente adquirir anticorpos, defesas naturais à maldade, seja ela ‘gratuita’ ou remunerada…

Sempre gostei muito de ler, influência da minha mãe e melhor amiga, dona Análpia. Quando chegavam as férias, era o tempo de descansar do carregar das pedras que o sistema educacional e os professores escolhiam, para então buscar as pedras do meu gosto para a decoração, e eu diria além, para reforçar as bases do meu castelo.

Acredito que essas asas que minha imaginação desenvolveu ao longo da infância e da juventude ampliaram consideravelmente meus horizontes. Não dou um passo apenas por dar e pronto, costumo visualizar o impacto dele, para onde poderá me levar, coisas de uma visão um tanto quanto sistêmica, espacial. No popular, coisa de gente doida! Tá, eu sou! Mas quem não é, né? Em diferentes modos e graus, todos temos nossas peculiaridades e esquisitices.

O mais legal dessa caminhada é aprender com os tropeços e a respeitar a nós mesmos, até (e principalmente!) os nossos defeitos essenciais, minimizando-os tanto quanto possível, e aos dos demais, porque para bem viver, há que (con)viver. Ninguém é uma ilha, apesar de muitos se julgarem capazes de sê-la!

Ótimo fim de semana! Carpe diem!

Paty.

PS: Por falar em convivência, mudanças, segue um vídeo com umas imagens BEM amadoras feitas no apê novo e o convite para me ajudarem a surpreender mamãe e papai com umas coisinhas para o novo lar. Em agosto devemos ter umas ‘butecadas’ e afins de casa nova! ;-)

Algumas das listas de lembrancinhas / presentes (ah, é surpresa, eu que tô inventando moda pros ‘veim’! risos) para os amigos que quiserem contribuir para melhor os recebermos (risos!):

http://www.camicado.com.br/weddinglistProducts.aspx?id=60032277

http://www.tokstok.com.br/app?service=page&page=LicVer&idLic=151777

http://www.shoptime.com.br/lista-de-casamento/pages/BridalRegistryHomePage/bridalRegistryId/01-01-71816/

http://www.solarpresentes.com/loja/ListaCasamento/ListarProdutos.aspx?lc=9120

http://tbox.com.br/Loja/ListaCasamento/ListarProdutos.aspx?lc=4070

http://www.pontofrio.com.br/Site/ListaGerenciadaLandingPage.aspx?idListaCompra=151257

04
set
10

Viver às suas medidas!!!

Tati acordou. Ou levantou de sua cama? Mais uma vez preocupada. Com suas medidas. Com os pesos. Falta. Excesso. Nada ‘na medida’. Mas qual mesmo?

Sempre querendo se livrar dos quilos a mais (?), com centímetros sobrando (como alguns gostariam de tê-los! ô!) ou faltando, das mal vindas rugas… Por outro lado, como ela queria ter uma gordurinha de amigos para queimar… Feriadão, todos debandando, fugindo para sítios, praias… E ela ali. Showzinho ao qual quer demais ir, mas sozinha?

Para pra pensar. Mais uma vez as malditas medidas! “Homem sozinho na balada é pegador, garanhão, mulher é piriguete ou ‘puta’.” É, pelo visto vem aí mais um daqueles fins de semanas viajando. Do quarto pra sala. Da sala pra cozinha. De lá pro banheiro. De volta ao quarto. AnimaDOR!

Medidas são camisas de força. Não obrigatórias. Por mais que o mundo e a sociedade estimulem uma pasteurização ‘em busca da medida perfeita’, cabe a você, só a você, moça, rejeitá-la! Seja do seu tamanho, que às vezes será um PP apertadinho, naqueles dias de ficar debaixo do edredon, de maturar o seu lado pérola, dentro da ostra, e por vezes gigantesco (GGG), quando você não caberá em si, no seu aquário, e precisará ganhar o mundo, o oceano, respirar novos ares…

O problema é que Tati costuma se render às camisas de força, ao hospício – circo da ‘vida real’ . Está sempre a esperar que alguém a liberte. Mas é aí que reside o problema. Só ela pode se livrar das amarras, dos padrões de beleza e de comportamento que aceitou ‘cumprir’, ‘atingir’… Todo um caminhar tortuoso, infeliz, repleto de ‘nãos’ quando a vontade eram sonoros SIMs… Ela ainda não aprendeu que a felicidade não está lá no destino, e sim em cada passo do percurso.

Pare de adiar sua felicidade, Tatiana! Seja feliz hoje, aqui, a cada instante. Felicidade não se adia… nem muito menos se mede ou pesa! Se vive! Livre! Desmedidamente! Plenamente! ;-)

Ótimo fim de semana e feriadão prolongado a todos! Carpe diem!

Paty.

01
set
10

A lagarta-borboleta e as festas

Uma festa. A chance perfeita para ela sair do seu pequeno grande mundinho de ilusões. Do universo. Do seu quarto. Onde é rainha. De si mesma. Só. Mas está protegida. Da tristeza. Da alegria. Privação quase total de sentidos. O risco ilusório de estar segura. Seguramente só.

O garçom passa. Casulo, senhora? ‘Engraçado’ como as pessoas resolvem se esconder em casulos. Dentro e fora de suas casas. Mas a beleza está em ser borboleta. Que lagarta o quê! Todo um processo de metamorfose. Ambulante. E ela ali. Estacionada. Escondendo de si e do mundo suas asas. Por quê? Medo de não gostarem de suas cores, de seus voos?

Ela ainda não entendeu. O importante é voar. Sejam seus voos solos ou não. As asas fechadas se atrofiam, perdem seu viço. Se considera o ‘patinho feio’. Sempre. Todo dia. E isso não é ótimo? Não trabalhou bem seu lado Pollyanna. Não despertará jamais a cobiça dos caçadores, dos colecionadores de borboletas. Não é uma presa para o abate, para a mera exibição para os outros. A beleza dela é rara. Não é invisível aos olhos. Pelo menos não aos do coração. É uma beleza para ser degustada. Sorvida. Em doses homeopáticas. Ela é dose. Pra leão, sagitário, capricórnio…

Mais uma festa. Um universo de ilusões. De cores. Odores. Sabores. Uma festa à fantasia. Sem máscaras. Por que se comporta o tempo todo como um zagueiro? Vá, seja um Chicão, um Rogério Ceni. Saiba se defender e ao grupo, mas tenha seus rompantes, seus momentos de iniciativa, de buscar seus gols. Defesa é ‘obrigação’, gol é realização, reconhecimento.

Ela continua cega. Parada. No mesmo lugar. Está lá. Em meio à multidão. Sozinha. Ainda fechada. Como uma rosa ainda em botão. Por florescer. Ah, abra esse botão, menina! E as asas! Solte as suas feras! Como já diziam as frenéticas… Seja uma delas! Tenha esses momentos! Caia na gandaia! Entre, realmente, nessa festa. Divirta-se com os holofotes. Só não se aproxime demais deles. As asas. Cuidado com elas!

As festas não são um amontoado de gente. De comes. E bebes. E dá-lhe música. Boa ou péssima. Elas começam dentro de você, moça. Saia desse inverno interior… E que venha a primavera! Dia sim. Dia também. Tempo de borboletas. E flores. Abertas. Ao novo. À festa. Viva (você) esse momento. Cada momento! Ótimo voo…

29
ago
10

Quem conta um conto…?

Resolvi me arriscar um tiquim por um universo novo pra mim, mas repleto de amigos desde os tempos de Marconi, quando meu melhor amigo escrevia e ilustrava suas histórias. Hoje minha amiga Zenólia também percorre essa área com maestria. Como uns e outros loucos por aí até elogiam meu jeito de escrever, por que não ver qual é a dessa área? Como diria o povo do Odilara, Já é! ;-)

Sobre plantios e colheitas


“Todo dia ela faz tudo sempre igual”… Ela está sempre ali. Por ele. Pra ele. Apesar de. Não consegue nomear o que sente por aquele homem. Só sente. É muito forte, ao mesmo tempo doce, especial… Mas quem foi mesmo que disse que atribuir nomes elucida, ajuda, resolve algo?

Ela nunca teve a pretensão nem tampouco a intenção de objetivar, de rotular o que sente pelo dono daquele sorriso, daquele olhar, daquela voz, do questionado rebolado… Que seja. Assim. Ela gosta do pacote completo. Do rosto e do resto. Da embalagem e ainda mais do conteúdo.

Ela. Ele. Lá. Acolá. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura? Ela não tem a resposta. Mas não se detém diante dos SEs. Não sabe ser pela metade. Sente. Faz bem a ela, a ele, a eles. Singular. Singular. Plural. Busca. Insistentemente. Círculo virtuoso. Sente. Crê. Espera. Sente. Crê. Espera. Mas não em demasia. Espera. Simplesmente.  Mas sem apenas esperar.

Apesar da timidez, dia sim dia também vai ao seu encontro. Ali ela se acha. Apesar do (des)encontro. Através das palavras, dos bons dias, da poesia, do querer bem. O que e se algo virá? Não sabe. Mas sabe? Não é o que realmente importa. Ela vive o hoje, o plantio, e se alegra por isso, por esse adubar, pelo cuidar da terra, pela bênção e também pela esperança de poder observar o florescer desse sentimento.

O amanhã. A colheita? De repente, novo plantio. Eternamente, plantios.  Diários. Horários. “Como se fosse a primeira vez”. Com a mesma alegria e entusiasmo do momento em que percebeu que aquela era uma semente rara, de uma árvore em extinção, cujos frutos, apesar de e pelo tempo que levam para amadurecer, podem ser degustados e compartilhados por toda uma vida, por gerações sem fim…

08
ago
10

Aumentar-se ou diminuir-se… só depende d’ocê!

Ei, pessoas! Tarde!

Resolvi aparecer por aqui mais para desejar um feliz dia dos pais para todos que o são, pros (pras) que têm um bem pertinho, neste plano ou não, e não estou falando de distância geográfica, mas dos corações… Pra quem tem um ou uma ‘pãe’, valorize muito também, porque acumular funções, principalmente em se tratando de tanto emocional envolvido, ‘não é bolinho’ não! ;-)

Aproveitando que estamos falando de amor, no caso o paternal, trago hoje um texto incrível da Martha Medeiros, que mais uma vez mostra a teoria da relatividade e Einsten (rs…) mais atuais que sempre!

“A FITA MÉTRICA DO AMOR

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.”

Frases Ilustradas

Que possamos cuidar da nossa fita métrica do amor, do carinho, da bondade, dos amigos, dos que poderão vir a ser, enfim, dos nossos bons sentimentos, mas agindo e reagindo com o coração, inteiros, porque sim… A lei da ação e da reação trata de retribuir devidamente, não necessariamente no tempo e formato esperados, mas trata! E bem! Pro melhor! Confiem! ;-)

Antes de ir-me (até a próxima!), um trechinho de Fernando Pessoa que remete ao assunto:

“Para ser grande, sê inteiro.

Nada teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és no mínimo que fazes.

Assim, em cada lago a lua toda brilha

Porque alta vive.”

Beijos, mais uma vez um FELIZ DIA DOS PAIS / PÃES e CARPE DIEM, sempre! ;-)

Paty.



29
jul
10

Somos quem podemos (e queremos!) ser…

Tarde, pessoas! Tudo bem?!

Hoje resolvi escrever sobre uma coisa que admiro demais da conta quando presente, e que por outro lado, quando ausente, me causa uma tristeza bem grande: VALORES (não os de nossas contas bancárias, claro… apesar desses  não serem demais na medida ‘certa’…). Esses não precisam e nem devem ser necessariamente os meus, mas fazem toda a diferença. É como se fossem as raízes, numa analogia às flores…

Certa vez ganhei (o que parecia ser…) um belíssimo vaso de flores. Só que a floricultura enganava seus compradores, porque eram apenas raminhos fincados à terra, ou seja, foi de uma beleza e atratividade provisórias. Algumas pessoas são assim. Pra sorte delas as relações da nossa sociedade têm sido cada vez mais superficiais, passageiras. Não existe uma convivência tempo suficiente para que o vazio ‘venha à tona’, para que a falta de conteúdo seja percebida.

Pessoas que não possuem crenças e valores bem cultivados, costurados, dançam conforme a música, jogam em qualquer posição, em todas! Fazem de um tudo, mas nada bem o suficiente para que sejam lembradas. Adoram fazer uso do coitadismo, posar de vítimas. Elas podem até se achar mais espertas, mais flexíveis, considerarem um ‘negocião’ se fazerem de bobas (sem saber no fundo o quão realmente são!) para chegar aonde pretendem. Tolas! Mal sabem que em sua volúpia são levadas ao sabor do vento, que nem sempre lhes será favorável, uma vez que não são capazes de assumir o timão, içar as velas, porque jamais planejaram sua trajetória, não fazem a menor ideia de para onde estão indo de verdade.

Ser uma pessoa de valor não é fácil! Exige sacrifícios, renúncias, pegar o caminho mais longo, na maior parte das vezes levar mais tempo para alcançar a realização… mas quanto mais bem assentada é a sua base, menores são os abalos causados pelos problemas que enfrentamos vida afora. Transpondo para os contos de fada, podemos pensar na casinha de palha versus a de tijolos. A casa de palha se levanta com bem menos tempo, em dois palitos TEM-SE uma moradia. Só que essa não resiste à mais leve brisa… A casa de tijolos, por sua vez, é mais trabalhosa, leva mais tempo pra ser construída, mas uma vez pronta, para ser derrubada, é preciso que haja praticamente uma catástrofe. É uma moradia.

Assim são as pessoas. Quanto mais valores dos bons você ‘cultiva’ como seu alicerce, tanto maior será sua resistência e sua força de superação dos tropeços nessa longa e difícil jornada da vida. Pense nisso e invista em seu crescimento, busque ser uma pessoa melhor e mais forte a cada dia. Isso vai muito além de melhorar seu saldo bancário ou sua popularidade. Muito pelo contrário. Não depende disso. Tem muito mais relação com o SER do que com o TER. É o estar bem consigo mesmo, principalmente nos momentos de solidão necessários para as correções de rota. Vez ou outra, mesmo para os de valores mais solidificados, um vento ou uma turbulência tiram sua embarcação do prumo. Acontece. Mas basta olhar pra quem você realmente é, pras suas raízes, valores, neles buscar a força necessária para seguir adiante. No rumo certo.

Ótima viagem!

Pra terminar essa prosa de hoje, uma música que remete um tiquim a essa questão SER x TER… Somos quem podemos ser, dos Engenheiros do Hawaii… concreto, abstrato, como nós somos, paradoxos ambulantes… erros fazem parte do pacote certo… ;-)

Beijos! Carpe diem!

20
jul
10

Dedicatória aos AMIGOS [Fernando Pessoa]

Noite!

Rendo-me à genialidade de Fernando Pessoa e sua inspirada tradução e homenagem aos amigos! Compartilho com vocês para (espero!) multiplicar!

Dedicatória aos Amigos…

Fernando Pessoa

Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim… do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe… nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices… Até que os dias vão passar, meses…anos… até este contato se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo…. Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: “Quem são aquelas pessoas?” Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto! “

Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!” A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente…… Quando o nosso grupo estiver incompleto… reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.

E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo….. Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!”

Aproveitei o ensejo de hoje ser um dos supostos tantos ‘DIA DO AMIGO’ que divulgam por aí, mas pra mim dia e hora pros poucos e ótimos amigos é todo dia, toda hora… e como gosto pouco (rs…) de música, faço uma média com a família, com o primão, que merece demais da conta, e divido com vocês AMIGOS, de @manitubanda, também inspirada por esse Pessoa simplesmente genial! ;-)
Para refletir, algo em que acredito demais e pelo qual pauto (tento, ao menos!) meus passos, uma ‘lei da ação e da reação’! “Para ter amigos, SEJA AMIGO(A)!” (Ralph Waldo Emerson)
Beijos! Inté a próxima!
Paty.
11
jul
10

Viva España!!! (ou não?!) hehe

Site da FIFA.

Noite, pessoas!

Fim de semana ótimo terminando, aproveitar a animação pós inclusão do mais novo membro no seletíssimo grupo de agora 8 seleções campeãs mundiais, a Espanha, tentar dialogar aqui um tiquim c’ocês. Sei que muita gente lê e fica aí caladinha, mas não perco a esperança de aqui se tornar uma espécie de boteco online. De minha parte, o pãozinho de queijo e o cafezinho estão sempre à mesa… pros que ‘gradam’ de uma cervejinha estupidamente gelada, pode ser também… contanto que venham pra prosearmos! hehe

Site da FIFA.

É sempre bom pegarmos o gancho e ir além da discussão corriqueira, penso eu. Pra mim e muita gente foi justíssimo essa copa do mundo ir para o território espanhol e permanecer por lá até 2014. Jogar futebol bonito não necessariamente é sinônimo de ‘caixa’, de gols feitos. Foram APENAS 8 gols? Podem ter sido apenas quando se pensa de modo simplista, reducionista, somente no aspecto quantitativo da questão. Mas foram belíssimos gols e, mais do que isso, jogadas dignas de registro, verdadeiras pinturas. Jogaram bonito. Mesmo. Dentro e fora de campo. É, eu sou mulher, não preciso me preocupar em falar isso. Na verdade preciso, se me preocupasse com me julgarem menos apta ou entendida de futebol. Mas eu sou o que sou e sei o que sei, não o que pensam disso! ;-)

Futebol à parte, voltando à superficialidade e a instintividade despejadas nas redes sociais, triste ver pessoas agredindo, afrontando o outro simplesmente por ter uma opinião divergente da sua. Que falta de humor é essa? De onde vem tamanha necessidade de ser ‘dono(a)’ da razão, de ser o certo? Isso nem ao menos existe… quanta ilusão! Que cada um tenha as suas verdades, que possa dividi-las com os outros, reavaliá-las… Sério que me preocupa muito essa intolerância, esse egocentrismo, essa prepotência mesmo! Nada disso combina com um bom anfitrião… E pensando muito além de um evento como a Copa do Mundo de 2014 ou as Olimpíadas de 2016, tentando refletir em termos de pessoas melhores, do conviver, do viver conjuntamente… respeito, sabe? É, na verdade quem vem aqui ler provavelmente saiba… mas muita gente não!

Vivemos um tempo em que as pessoas se gabam de ter x “amigos” de Orkut ou Facebook, y “followers” no Twitter… O que isso significa de verdade? Você consegue extrair felicidade disso? Sério? O tempo não para, como já dizia Heráclito, o que há de permanente é a mudança, mas por que não pra melhor?! Vemos pessoas utilizando toda uma teatralização, se vulgarizando, se diminuindo para somar esses “amigos” e “followers”… bom, acho que é suficiente de reflexão por hoje, vou é continuar comemorando a vitória do bom e bonito (lindo!) futebol espanhol, deixo uma frase ilustrada. Espero que gostem e de repente reflitam! ;-)

Ah, aproveitar que o provérbio é alemão, pra registrar a alegria de ter visto um futebol alemão tão bem jogado e com tantas promessas / realidades. Parabéns ao Müller, revelação, ao Forlán, melhor jogador desta copa do mundo (que grata surpresa a raçuda e resgatada Celeste!) e ao Iker Casillas, luva de ouro!

Antes de me despedir definitivamente (putz, como fala essa menina!), registrar também a sensacional ação de marketing da Adidas, que providenciou “la roja” devidamente estrelada para vestir os novos campeões na comemoração do mundial!

Viva “la roja”!!!

Besos,

Paty.

PS: Parabéns à fúria por não fazer jus ao apelido contra os adversários e ser campeã da Copa do Mundo e do fair play. Jogou bonito e limpo, primeiro título da história do país e de uma equipe europeia fora do próprio continente! Uma conquista repleta de valores! Ah, aproveitar pra colocar o vídeo do Casillas e da namorada Carbonero, mostrando, como bem disse @jeffpaiva, que tem muito mais valor a humanidade do que o ser ‘guerreiro’… heróis humanos, reais, de carne e osso, com sentimento, que o futebol e o mundo se pautem por isso… que mais que tendência, seja a realidade!




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